“Você deve ver uma chapa comigo, com o Capitão Wagner e com Roberto Cláudio, para compor a chapa majoritária. Temos (ainda) a outra vaga de senador”.
O que poderia ser uma dificuldade para montar uma chapa de oposição no Ceará, na verdade chegou aos bastidores da política estadual como um leque de possibilidades na disputa em outubro próximo, que deverá ter Ciro à frente, na condição de candidato ao Palácio da Abolição.
A “outra vaga” foi um aceno ao presidente estadual do PSD, Domingos Filho, que já declarou no Podcast Blogdoeliomar que “suplência não é cargo majoritário“.
O dirigente estadual tem dito ainda que o PSD possui uma estrutura no Ceará, capaz de cobrar a participação do partido na chapa majoritária governista. Domingos Filho é, também, o secretário do Desenvolvimento Econômico de Elmano.
Sem bolsonaristas
A declaração de Ciro Gomes novamente abalou a relação com o PL, quando o pré-candidato ao Palácio da Abolição, crítico natural do ex-presidente Jair Bolsonaro, não deseja contar com bolsonaristas.
Ciro quer o tempo de televisão do PL, mas não os bolsonaristas.
O problema é que, no Ceará, o PL se confunde com Bolsonaro. No momento, por determinação da direção nacional, as conversações com Ciro estão suspensas.