Mar volta a avançar sobre o Icaraí, após Prefeitura de Caucaia abandonar projeto dos espigões

Mar do Icaraí volta a provocar danos, após abandono do projeto dos espigões. Foto: Reprodução TV Verdes Mares

Nova gestão, velhos pesadelos… Assim é a realidade dos moradores do Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, após o mar voltar a avançar sobre a praia, ruas e avenidas.

Segundo os moradores, a atual gestão de Caucaia, que tem à frente o prefeito Naumi Amorim (PSD), abandou por completo o projeto da construção dos espigões, uma das marcas da gestão do ex-prefeito Vitor Valim, que ergueu três das 11 estruturas do projeto.

De acordo ainda com os moradores do Icaraí, a atual gestão também não deu manutenção na estrutura já montada pela gestão anterior, o que facilitou a destruição parcial de calçadões. No entanto, a Prefeitura alega que, em dezembro último, realizou reparos no entorno dos espigões, mas os danos voltaram a aparecer. Para o moradores do Icaraí, houve má vontade por parte da Prefeitura, que colocou pedras, mas em nível muito abaixo do necessário.

Questão política

Para os moradores, a população fica prejudicada pela ação do atual prefeito Naumi Amorim em esvaziar as ações e políticas públicas feitas pela gestão Vitor Valim, desde a fim dos programas habitacionais, internet gratuita e distribuição de tablets para estudantes até o esvaziamento do Bora de Graça e do abandono dos espigões.

Endividamento

Pelas redes sociais, o prefeito Naumi Amorim tem apontado um endividamento deixado pela gestão anterior, ao mesmo tempo em que criou cargos comissionados no montante de quase R$ 1 milhão mensais, com salários que variam entre R$ 12 mil a R$ 15 mil.

Já o ex-prefeito Vitor Valim alegou, também pelas redes sociais, que não haveria como ter provocado dívidas, pois não realizou nenhum empréstimo ou financiamento durante os quatro anos em que esteve à frente da Prefeitura. De acordo ainda com o ex-prefeito, a dívida contraída por Caucaia tem em sua grande parte de um erro de Naumi, na gestão (2017/2020), que contraiu financiamento junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (Corporação Andina de Fomento – CAF) sem seguro cambial, o que acarretou uma “bola de neve” pela disparidade do dólar.

Valim não concorreu à reeleição, diante do abalo emocional da prematura perda da filha Sofia, então com 19 anos.

(Colaboração do jornalista Nicolau Araújo)

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