“Leitura nos dias de hoje” – Por João Teles de Aguiar

Professor João Teles. Foto: Reprodução

“Como querer que um pai, mãe ou professor, que não lê, seja um exemplo a ser imitado?”, aponta o professor e historiador João Teles de Aguiar

Confira:

Muito se tem debatido, sobre ler, nos dias de hoje, com telas e mais telas, ao alcance das mãos e dos olhos. Na Net, leio: “Criar o hábito de leitura envolve constância, começando com metas pequenas e realistas (Ex.: 15 minutos ou 05 páginas/dia)”. Os senhores pais leem? E mesmo os professores? Nós, adultos, temos sido exemplo, para a garotada? Temos deixado de lado as telas, para ler, conversar, ouvir, valorizar a fala das pessoas, do nosso entorno? Difícil, né?

O hábito de tomar um livros nas mãos e mergulhar em sua leitura, tem que se modelar. Como querer que um pai, mãe ou professor, que não lê, seja um exemplo a ser imitado?

O texto cibernético, diz: “A repetição diária, torna a leitura um ritual, melhorando o vocabulário, foco e saúde mental, sendo ideal ler, pelo menos um livro ao ano, para iniciar.”

A criançada de hoje tem livros e outras publicações, ao alcance das mãos? Nem sempre. Mas tem computadores, grandes e pequenos. Fácil culpar essas máquinas, né? Não deve ser fácil, claro, para um pai/uma mãe, que não tem pulso, dizer pro filho: – Pare com isso aqui e vá para os livros, dar uma lida, mergulhar na magia e na imaginação!

Fácil, não é. E quem foi que disse que é?

A leitura precisa se tornar um hábito saudável, de todo dia. Se o garoto gosta de viajar ou de futebol, que tal começar por aí? Quem lê sobre o que gosta, acabar por ter dois prazeres, em um só.

Em casa, na igreja, no sindicato, na escola… precisa ter livros. Mesmo que sejam poucos, uma vez que os preços (deles) não andam nada convidativos. Mas dá para adquirir alguns, se a economia doméstica não for tão frouxa.

Mesmo em tempos de guerra e de assuntos densos, dá pra debater em casa, pelo menos uma vez por semana, o que a família deve ler e debater; uma boa conversa, sempre ajuda. Que tal conversar com os meninos/alunos sobre as leituras: ações positivas e negativas, personagens, locais das narrativas, etc?

Quando a leitura da criança interessa ao adultos e chama sua atenção, chegando a se transformar em conversa, com crianças e adultos, a meninada se anima mais!

Quem destaca o que eu leio, acaba virando meu parceiro de leituras e de boas “viagens” e gargalhadas. Na calçada, na pracinha, nos parques, na escola, em casa… sempre vale a pena ler!

João Teles de Aguiar
Professor, historiador e integrante do Projeto Confraria de Leitura

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