Os policiais penais do Ceará encerraram uma mobilização, na manhã desta terça-feira, e seguiram em carreata até a Assembleia Legislativa. Isso, após oito dias de acampamneto em frente ao Palácio da Abolição, sede do governo.
A categoria quer apoio dos parlamentares para intermediar a abertura de diálogo com o Governo do Estado sobre suas principais demandas. O sindicato adotou uma estratégia para reduzir impactos no trânsito, realizando bloqueios parciais a cada 10 minutos em um dos lados da Avenida Desembargador Moreira, no sentido Dionísio Torres–Meireles.
A mobilização ocorre em um momento decisivo, já que o Governo teria até amanhã para encaminhar pautas, conforme as vedações previstas em lei para o período eleitoral. Diante desse prazo, a categoria intensifica a articulação política na tentativa de garantir avanços nas reivindicações ainda dentro do limite legal. A principal é um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Segundo o sindicato, apesar das reiteradas tentativas de diálogo, não houve abertura por parte do Governo. Nos últimos dois anos, cerca de 20 ofícios foram encaminhados solicitando a discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), sem qualquer resposta concreta.
A categoria reforça também a necessidade urgente da nomeação dos 834 candidatos aprovados no último concurso para policial penal, já considerados aptos para atuação no sistema prisional. A defesa é de que a convocação ocorra de forma integral, sem fracionamento, como medida importante para reduzir o déficit de efetivo e melhorar as condições de trabalho nas unidades.
“O Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) é uma demanda histórica da categoria e fundamental para a valorização dos policiais penais. Além disso, a nomeação dos aprovados é urgente para garantir o funcionamento adequado do sistema. O que esperamos é que o Governo abra o diálogo e reconheça a importância desses profissionais para a segurança pública do Estado”, destaca Joélia Silveira, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Ceará (Siindppen-Ceará).