“Insegurança e lambança” – Por João Teles de Aguiar

Professor João Teles. Foto: Reprodução

“O estado do Ceará tem apresentado quedas históricas nos indicadores de criminalidade, mas isso não tem sido levado em consideração, como se a solução não interessasse, mas apenas a permanência da problemática”, aponta o professor João Teles

Confira:

A oposição ao Governo Elmano e ao prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, tem batido na tecla da insegurança pública, em Fortaleza e no Ceará. E tem insistido nisso, dando-nos a impressão de que só pensa nisso. Pois é. A conversa cansou.

Segurança pública envolve, desde escola e alimentação, até emprego, renda… e iluminação pública. Ou seja, o assunto é complicado e as soluções passam por vários aspectos e várias nuances, da sociedade. Não é conversa fácil.

O que se tem visto é receita pronta, para um problemão, que vem se desenhando, há décadas. Quem se diz pronto pra resolver tudo, não sabe da missa a metade e nem sabe onde anda o padre. Vender facilidades, eh, eh…

O estado do Ceará tem apresentado quedas históricas nos indicadores de criminalidade, mas isso não tem sido levado em consideração, como se a solução não interessasse, mas apenas a permanência da problemática, fosse parte a se levar em conta. Pra quê? Para gerar dividendos político-eleitorais?

Até parece que a diminuição dos números de roubos de celulares não significasse nada. Ora, um celular tem um dono, uma dona e quando a pessoa é poupada, é uma vida que não correu perigo. Mas, será que vida vale a pena?

No meio do conversê, sobre política, vi até as palavras de alguém levantando a hipótese de condecorar alguém, que tentou contra a vida de uma autoridade. Será que quem pensa assim, está preocupado com a vida de quem reside no Autran Nunes, Saboeiro, Bom Jardim, Jangurussu, Messejana, Saboeiro, Juazeiro ou Sobral? Será?

Na (RMF) Região Metropolitana de Fortaleza e no estado (também), os crimes mais violentos seguem em tendência de queda.

Isso é muito bom e deve ser festejado. É assim que tem que ser. Deve se fazer festa, em defesa da vida. A vida pede passagem e os poderes constituídos precisam existir, em função dela.

Que venham os hospitais regionais, em construção; que venham novas escolas, ginásios, areninhas, espaços de convivência e cultura.

Quando a vida melhora, quando a escola satisfa, quando o esporte anima, a vida agradece.

Que o debate eleitoral venha e que traga apontamentos de rumo; a mesmice, a proposta repetida e enfadonha, não agradam mais!

João Teles de Aguiar
Professor, historiador e integrante do Projeto Confraria de Leitura

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