Uma empresa paulista de videomonitoramento, investigada por órgãos de fiscalização em São Paulo, no Paraná e em Goiás, iniciou uma fase de testes no Ceará, ao instalar equipamentos por meio de uma Prova de Conceito (POC), etapa utilizada para demonstrar a eficiência de uma tecnologia antes de eventual contratação pelo poder público.
Em São Paulo, a empresa está no centro de uma investigação aberta pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), envolvendo um contrato de R$ 475,8 milhões relacionado ao programa Muralha Paulista, uma das principais iniciativas de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas.
No Paraná, os questionamentos recaem sobre o programa Olho Vivo, diante do acesso da empresa a dados consideradas sensíveis, incluindo informações sobre mandados de prisão, pessoas desaparecidas, veículos roubados e registros biométricos. O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou a suspensão de novas contratações relacionadas ao programa.
Já em Goiás, a Justiça atendeu pedido do Ministério Público, que apontou indícios de direcionamento na contratação, quando representantes da empresa participaram de uma reunião com o então governador Ronaldo Caiado e integrantes da segurança pública dias antes de a companhia ser oficialmente registrada na Receita Federal.