“Cadê o tombamento do prédio da ACI?” – Por Eliézer Rodrigues

Prédio-sede da ACI que, nesta terça-feira, completa 101 anos. Foto: Bárbara Farias

Com om título “Cadê o tombamento do prédio da ACI?”, eis texto de Eliézer Rodrigues, presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI). Ele cobra das autoridades o tombamento do prédio-sede da entidade que completa 101 anos, nesta terça-feira.

Confira:

Bem que eu gostaria de festejar o primeiro ano da gestão da nossa diretoria e os 101 anos de existência da Associação Cearense de Imprensa (ACI), neste 14 de julho, com o prédio-sede da entidade reconhecido pelos poderes públicos como um bem patrimonial tombado devido à sua relevância para a história da arquitetura cearense. Até agora, não houve manifestação de autoridades no caso. A Prefeitura de Fortaleza faz ouvidos moucos, mesmo tendo em mãos um estudo/documento (Processo registrado desde o ano passado na Secretaria de Cultura de Fortaleza sob o número P307155/2025) elaborado por professores e alunos do Instituto de Arquitetura Urbanismo e Design da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenado pelo professor e arquiteto Romeu Duarte Jr. E o momento é peculiar e por demais significativo para registro na agenda dos 300 anos de Fortaleza, o tombamento de uma edificação importante e de valor arquitetônico erguida no Centro Histórico da Capital cearense.

Conforme o documento elaborado pela equipe de arquitetos professores do Instituto de Arquitetura Urbanismo e Design da UFC. “ Justifica-se, portanto, o tombamento para o edifício-sede da ACI em razão: Do ineditismo e pioneirismo de sua linguagem arquitetônica em Fortaleza e no Ceará, quando ainda não se contava com um curso de arquitetura e urbanismo em nosso meio, o que só viria a acontecer em 1965, 6 (seis) anos após a inauguração do imóvel; Da recente valorização, pelas vias da conservação, identificação e documentação, dos exemplares da arquitetura moderna no Brasil e no mundo, através da instituição denominada Comitê Internacional para a Documentação e preservação (Conservation) de edifícios, sítios e unidades de vizinhanças do Movimento Moderno (InternationalWorking Party for Documentation and Conservation of Buildings, Sitesand Neighbourhoods of the Modern Movement), também conhecida como DOCOMOMO”.

Documentos similares para fins de tombamento, também, foram protocolados na Secretaria de Cultura do Estado e no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Até agora, sem resposta.

Fora essa frustração “patrimonial” até agora latente, a nossa diretoria se desdobrou em várias frentes com atuações positivas neste primeiro ano do triênio de administração determinado pelo Estatuto da ACI. O Cinema, Café e Tapioca, programação realizada, tradicionalmente, no último sábado de cada mês, já é uma tradição no panorama cultural da cidade. Entre oito e nove horas da manhã, é servido café com tapioca no Terraço do prédio e na sequência, no auditório, exibição de filme e após debates. Outra iniciativa artístico/cultural que alcança sucesso entre frequentadores e o Chorinho nas Alturas, realizado também no terraço aos sábados, reúne grupos de chorões e apreciadores da música genuinamente brasileira. Aliás, no próximo dia 25, um sábado, estaremos comemorando o primeiro ano de gestão com as realizações do Cinema, Café e Tapioca exibindo o filme Setembro 5. E logo após, o Chorinho nas Alturas. Depois de 16 anos, voltou a realização o Prêmio de Jornalismo para os profissionais mídia do Ceará. Também, demos atenção especial à Colônia de Férias de Paracuru. Finalizo, agradecendo o empenho e dedicação de todos e todas dirigentes da nossa centenária instituição.

*Eliézer Rodrigues

Presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI).

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