“A Autoridade” – Por Fausto Alexandrino de Oliveira Lima

Fausto Alexandrino é estudante

“O ignorante busca dominar pessoas, mas aquele que é virtuoso primeiro vai buscar dominar a si mesmo”, aponta o estudante Fausto Alexandrino de Oliveira Lima

Confira:

O pensamento aristotélico moderno sempre pregou a tal da Lei e Ordem, de respeitar autoridades. Mas o que define uma autoridade?

Afinal, há homens que caminham cercados de títulos.

Carregam medalhas no peito, diplomas na parede, cargos gravados em placas de bronze. Quando falam, muitos se calam. Quando ordenam, muitos obedecem.

Mas isso é poder. Autoridade é outra coisa. Afinal, de que adianta ser imposto como líder, mas não liderar, só oprimir?

O poder pode ser concedido por um decreto. A autoridade precisa ser concedida pela consciência daqueles que observam; é determinada pela natureza humana. Então, por que impor?

O poder nasce da força; a autoridade nasce da confiança. Essa talvez seja a principal diferença.

O poder exige obediência; já a autoridade inspira.

Há um velho cacique que não possui trono, não dispõe de soldados, não ameaça ninguém. Ainda assim, quando fala, sua aldeia escuta — não porque tema sua punição, mas porque reconhece sua prudência.

Se amanhã ele deixar de servir ao povo e passar a servir apenas a si mesmo, sua voz perderá peso antes mesmo que perca o título.

Assim também deveria ser toda liderança.

Quem precisa lembrar continuamente que é autoridade talvez já tenha deixado de sê-lo, pois a verdadeira autoridade não grita, não humilha, não exige reverência — ela convence pela vida que leva.

O sábio nunca acredita que sabe tudo; um grande líder nunca esquece que continua sendo homem; o filósofo nunca confunde os aplausos que recebe com verdade.

Talvez seja por isso que os maiores homens da história quase sempre carregaram uma estranha humildade. Quanto mais compreendiam a complexidade do mundo, menos desejavam parecer infalíveis.

O ignorante busca dominar pessoas, mas aquele que é virtuoso primeiro vai buscar dominar a si mesmo.

E, curiosamente, é justamente esse segundo que os outros passam a seguir.

No fim, a autoridade não mora na cadeira, na patente ou no diploma. Ela mora no caráter, no agir.

Cargos podem ser impostos; o respeito, jamais. Então, por que ainda tentam impor?

Por causa da arrogância do saber de tudo, já dizia Hayek.

Quando as pessoas continuam caminhando ao teu lado, mesmo quando já não és capaz de obrigá-las a permanecer, essa é a prova viva e prática de um líder.

Fausto Alexandrino de Oliveira Lima é estudante

COMPARTILHE:
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Notícias