“Meias verdades e notícias distorcidas” – Por Irapuan Diniz de Aguiar

Irapuan Diniz de Aguiar é advogado, professor e dirigente da CNEC do Ceará. Foto: Paulo Moska.

Com o título “Meias verdades e notícias distorcidas”, eis artigo de Irapuan Diniz de Aguiar, advogado e professor. “Na atualidade, com o rápido avanço da tecnologia, a chamada IA – Inteligência Artificial tem ocupado todos os espaços escritos e visuais constituindo-se numa ferramenta que pode ser utilizada para o bem ou para o mal. A cada dia algumas das publicações se apresentam distorcidas, como se verdades fossem, com a exibição de dados e imagens suscitando credibilidade, desinformando e intranquilizando a vida de uma sociedade indefesa”, expõe o articulista.

Confira:

Nos últimos tempos tem se intensificado o poder da mídia sobre as pessoas, seja a falada, escrita, televisada ou até aquelas repercutidas nos meios virtuais, influenciando nos seus comportamentos em sociedade. Assim é que, impulsionados pela massiva difusão nos veículos de comunicação, principalmente dentre as classes sociais de menor poder econômico, o poder da mídia ficou ainda maior. É visível esta influência especialmente em relação a parte mais pobre da população uma vez que, na sua maioria, formada por pessoas com pouca instrução, em face do que acabam tomando como verdade absoluta tudo o que é veiculado, justamente por não possuírem meios ou condições de discordar daquilo que é divulgado.

Muitos fatos transmitidos nos jornais ou na televisão, não possuem relação com o que efetivamente acontece ou são apresentados de forma distorcida, e isto ocorre simplesmente porque a verdade em vários momentos “não é um bom negócio”, isto é, não vende notícia e não dá ibope, e, por essa razão, passam a ser transmitidos, digamos, de uma forma mais conveniente. A influência gerada pela mídia tem atingido patamares tão altos, que tem tornado a questão ainda mais séria e preocupante até por sua abrangência porquanto impõe moda, induz a um consumo desnecessário repercutindo inclusive no mundo jurídico com a elaboração de leis diante de ocorrências episódicas com alguma repercussão na vida das pessoas.

Na atualidade, com o rápido avanço da tecnologia, a chamada IA – Inteligência Artificial tem ocupado todos os espaços escritos e visuais constituindo-se numa ferramenta que pode ser utilizada para o bem ou para o mal. A cada dia algumas das publicações se apresentam distorcidas, como se verdades fossem, com a exibição de dados e imagens suscitando credibilidade, desinformando e intranquilizando a vida de uma sociedade indefesa.

De par com a exibição de corretas informações procedentes e científicas esclarecendo causas sociológicas e psicológicas explicáveis nas respectivas áreas, por vezes, ao contrário, servem de instrumentos de propagação de ocorrências políticas pouco recomendáveis com o claro objetivo de tirar proveito político-partidário. Isto conduz o leitor ao medo e a desesperança. O mais grave é que este cenário, objeto de todas as conversas, vem afetando a saúde mental, especialmente, de jovens e adolescentes. Será que não há fatos positivos a se noticiar ou tais fatos não se refletem nos números da audiência?

Mais vale a obtenção dos índices apresentados pelos institutos de pesquisa do que a responsabilidade social dos veículos de comunicação? Até quando a desinformação e o mal irão se sobrepor ao interesse social? Pensar não ofende!

*Irapuan Diniz de Aguiar

Advogado e professor.

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