“Paco de Lucía & Raimundo Fagner” – Por Totonho Laprovitera

Totonho Laprovítera, o contador de histórias. Foto: Arquivo Pessoal.

“A amizade entre Paco e Fagner rendia histórias memoráveis”, aponta o arquiteto Totonho Laprovítera

Confira:

Essas histórias quem me contou foi o Fagner.

Blog do Eliomar

Certa vez, em Madri, Paco de Lucía convidou Raimundo Fagner para jantar no restaurante do Hotel Ritz. Ao chegarem, o maître barrou a entrada porque Fagner estava de paletó, mas sem gravata. Paco não discutiu: tirou a gravata do maître, colocou-a em Fagner e os dois entraram, felizes da vida.

A amizade entre Paco e Fagner rendia histórias memoráveis. A primeira vez que Paco gravou com um violão que não era seu foi justamente com o de Fagner, durante uma homenagem a Picasso, no Studio Eurosonic.

Em outra ocasião, Paco quis presentear Fagner com um violão. Diante da recusa, brincou: “Raimundo, fique com ele. John McLaughlin está vindo para cá e vai querer levá-lo.”

Também houve a temporada em Angra dos Reis. Paco foi passar três dias na casa emprestada por Fagner e acabou ficando um ano. O curioso é que saía diariamente para comer cupim no Porcão da Barra.

São muitas as histórias. Depois conto mais.

(John McLaughlin é guitarrista britânico de jazz e um dos grandes nomes do gênero, conhecido por seu trabalho com Miles Davis e pela Mahavishnu Orchestra).

Totonho Laprovítera
Arquiteto urbanista, escritor e artista plástico

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