“São saudades que não envelhecem, dores que ensinam e amores que ficam para sempre”, aponta o economista Célio Fernando
Confira:
O amor de pai não se perde, ele apenas muda de endereço: da terra para o céu, do céu para o coração.
Hoje é dia dos pais e três canções me visitam a memória. Ao Meu Modo (My Way), a preferida do meu pai, que fez tudo do seu jeito, certo ou errado, mas sempre com a alma inteira. Sorria (Smile), que ensina a sorrir mesmo quando o coração dói. E Lar (Home), que resume o desejo de um filho, um anjo, cantando para casa. E entendo, agora, que a felicidade é isso: voltar para casa.
São saudades que não envelhecem, dores que ensinam e amores que ficam para sempre guardados no peito. Pai e filhos, na jornada da vida, apoiando um ao outro na terra e, depois, também no céu, porque esse laço não se rompe. Nem a distância, nem o tempo, nem a própria morte têm poder sobre ele.
Rezar, orar, ou apenas pensar. Comunicar-se pelo silêncio ou pelos sonhos. Tudo isso é ponte. Tudo isso é presença. Porque quem se ama de verdade nunca está longe, está apenas em outra forma de perto.
Te amo, meu pai, vos amo, meus filhos. Esse sentimento é eterno, atravessa dimensões e continua vivo, pulsando, dentro do coração.
Agradeço ao nosso Pai maior, Deus, todo poderoso, que rege as estações da vida como rege as estações da natureza. Na alegria e na tristeza, escolho crer que tudo floresce a seu tempo. E peço que Ele nos abençoe nessa jornada feita de flores e espinhos, mas que, mesmo assim, é toda ela uma paisagem de beleza e sentimento.
Célio Fernando Bezerra Melo
Economista
Vice-presidente da Academia Cearense de Economia