“Não sei se Ciro se preparou. Achava que ganharia a parada no gogó. Não deu”, aponta o sociólogo Geraldo Accioly
Confira:
Todo mundo achava que o governador Elmano de Freitas, iria ser “decapitado” no MMA/UFC eleitoral no primeiro round do debate . Não aconteceu. A espada de Ciro Gomes não era de aço sueco ou japonês. Foi feita em 3 D caseiro.
Na primeira estocada de Elmano com um porrete de jucá (extraído da caatinga cearense) o punho de Ciro se descolou. Seu artefato era de plástico, emprestado das crianças que brincam de He Man. O vozerio, a verborragia, as frases de efeito (meu irmã, minha irmã) não repercutiram. Assistimos a mentira e manipulação grosseiras dos fatos e narrativas (palavra da moda).
Com o avanço firme e seguro das argumentações de Elmano, Ciro acusou o golpe via gesticulação corporal. Risinhos nervosos, ironias sem encaixe e perda do controle de tempo da fala; sinais evidentes da desconcentração mental face a oferenda de fatos adversos. Não sei se Ciro se preparou. Achava que ganharia a parada no gogó. Não deu.
Elmano por sua vez, sereno com altíssima taxa de concentração, corpo ereto e olhar fuzilando o miolo das câmeras. Desmoronou Ciro com golpes curtos e rápidos em temas onde o tucano tem as asas quebradas; sua ligação com o bolsonarismo e o racha da família Gomes, onde o brother Cid, desfila com Luizianne e Elmano na contramão de seu projeto.
Afirmo que num momento sublime, Elmano se comportou como um governador merecidamente eleito pelo povo. O institucional e o pessoal se fundiram num só corpo, longe do pau da Barbalha, entenderam?
Finalizo com Millor Fernandes: “Se os rejeitos mentais virassem sólidos, não haveria lugar para tanto esgoto.” Se Ciro continuar na campanha com o discurso do debate, vai entupir o interceptor oceânico.
Geraldo Accioly é sociólogo