No Brasil, uma média de 66 crianças e adolescentes desaparecem todo dia, segundo levantamento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Desse total, a cada cinco desaparecimentos, três são vítimas do sexo feminino.
São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná são os estados com maior número de casos, mas Roraima lidera o número proporcional por população. Nenhum estado nordestino aparece entre as 10 federações com maiores ocorrências.
Nesta semana, a Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal aprovou projeto de lei que cria o Protocolo Nacional de Investigação de Crianças e Adolescentes Desaparecidos.
Para o deputado federal José Airton Cirilo, secretário de Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude da Câmara dos Deputados, é fundamental o atendimento no primeiro sinal de um procedimento incomum na rotina ou trajeto de crianças, adolescentes e jovens.
“Muitas vezes, a família busca acalmar os seus próprios membros com hipóteses de outros lugares onde crianças e adolescentes possam estar, e isso acaba favorecendo a um possível rapto. É um parquinho da escola onde ninguém procurou a criança, é a casa de uma amiga onde a adolescente possa ter ido, é um campinho de futebol pelo qual o jovem desviou o caminho de casa… são hipóteses que precisam ser trabalhadas por agentes da segurança. Por isso, é muito importante o rápido registro do desaparecimento”, alertou José Airton.