“Esse 7 de Setembro não foi igual ao que passou” – Por Ernesto Antunes

Ernesto Antunes, consultor de empresas. Foto - Arquivo Pessoal

Com o título “Esse 7 de Setembro não foi igual que passou”, eis artigo de Ernesto Antunes, escritor e consultor empresarial.

Confira:

Em pleno feriadão alusivo ao Dia da Independência, senti um clima diferente de todos os outros que vivi na minha vida. Entre um passeio pelas praias de Florianópolis (SC), espiava as notícias na televisão, jornais e principalmente nas mídias sociais.

Ao me atualizar, senti uma sensação de preocupação com os rumos do nosso país, pois nem a comemoração pela nossa independência foi motivo de celebração por parte dos presidentes dos três Poderes. Políticos, jornalistas e, principalmente, a população brasileira, preferiram ir às ruas para protestar contra os desmandos dos ministros da sua Corte maior, o STF, tendo como alvo o Sr. Alexandre de Morais.

Em Brasília, no desfile militar, praticamente inexistiu o público que outrora levava suas bandeirinhas e agitava quando as autoridades acenavam para eles.

Atualmente, ouvimos mais vaias do que aplausos.

Toda essa situação desencadeou nesse período um clima de revolta em todas as correntes políticas e ideológicas pela agressão à nossa Democracia, patrocinado por aqueles que deveriam presar pela ondem jurídica no Brasil. O fator político tem sido determinante para a conduta desses juízes de toga.

Nunca havia visto um envolvimento desses ministros do STF, ainda indicados por presidentes da República, atuando não como defensores da pátria, mas sim, defensores de correntes políticas, principalmente as que se perpetuam no poder.

Nesse momento, veio à minha cabeça um filme, quando assistia às diversas manifestações, quando estudava no ainda Ginásio 7 de Setembro, participando dos desfiles cívicos e representando os presidentes do Brasil, personalidades ou até jogadores de futebol da Copa de 70.

Os tempos mudaram e, por incrível que pareça, algumas pessoas não sabem nem a razão do feriado de 7 de setembro, preferindo usar a data como apenas mais um dia de folga.

Tudo isso nos traz uma grande reflexão: o país que queremos para o futuro das novas gerações, pouco tem a comemorar nesse período de aniversário de nossa independência, em relação ao futuro.

Será que somos uma nação independente ou vivemos numa realidade em que os nossos representantes públicos rasgaram a nossa Constituição e a democracia?

Como disse D. Pedro I: “Juro promover a liberdade do Brasil”. Enfim, ainda estamos esperançosos de que um novo cenário aconteça.

*Ernesto Antunes

Escritor e Consultor Empresarial.

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