Para quem estava com saudades do Padre Kelmon (PL), então candidato a presidente da República em 2022, pelo PTB, eis que o Ceará apresentou na noite desta quinta-feira (24), durante o debate O POVO, na OAB-CE, a versão evangélica do religioso que depois foi constatado que não pertencia à Igreja Católica e a nenhuma outra por ele indicada.
Com igual discurso inquisidor e com pré-julgamentos nada cristãos, Pastor Alcides (PL) buscou transformar o debate em um tribunal da inquisição, em que o carrasco é o santo e aqueles que contrariam o seu desejo é a vítima da fogueira.
E foi assim que Luizianne Lins (Rede) virou moradora no Rio de Janeiro e deputada com emendas em outros estados brasileiros.
Sem se incomodar de ser chamado de “mentiroso”, pois o inquisidor está acima do bem e do mal, Pastor Alcides apontou o dedo para Cid Gomes (PSB) e o chamou de “traidor” do irmão Ciro, alheio à legitimidade do senador em buscar a sua reeleição, assim como faz o seu próprio filho André Fernandes, candidato à reeleição de deputado federal, também pelo PL.
Assim como os pífios 0.07% dos votos válidos de Padre Kelmon, o Pastor também foi condenado pelo eleitorado cearense, de acordo com as últimas pesquisas de intenções de voto, quando já estaria sem chances na corrida ao Senado.
Sem os ataques do inquisidor, Luizianne Lins apresentou propostas em defesa das mulheres e da população menos favorecida, tendo como base a sua época de prefeita de Fortaleza.
Já Cid Gomes se mostrou um político voltado a incentivar novas lideranças políticas no Ceará, o que tem sido um referencial em sua trajetória como prefeito de Sobral, deputado estadual, governador do Ceará e senador.
Poupado pelo inquisidor Pastor, por conveniência de poder, assim como a inquisição poupava os nobres medievais, Capitão Wagner (União) se vendeu para o eleitorado, mesmo com o já exaurido discurso da insegurança pública.