E Tiririca imaginou que o eleitorado cearense era a-bes-ta-do, quando decidiu retornar o seu domicílio eleitoral para o Ceará, após quatro mandatos de deputado federal por São Paulo.
Com a projeção que não conseguiria o seu quinto mandato junto ao eleitorado paulista, pois a queda de votos era grande de um pelito para o outro, quando caiu de 1,3 milhão de votos, em 2010, para pouco mais de 71 mil votos, em 2022, Tiririca retornou ao Ceará travestido de seu personagem.
E a piada não teve graça, pelo menos para ele. Foram somente pouco mais de 5,5 mil votos.
Mas Tiririca estabeleceu um novo recorde: o do voto mais caro entre todos os 295 candidatos a deputado federal no Ceará.
Com os R$ 2 milhões de fundo eleitoral, cada voto de Tiririca custou ao contribuinte o valor de R$ 361,53.
Confira o valor do voto dos candidatos não eleitos, mas que estavam entre os 20 maiores recursos do fundo eleitoral:
Tiririca (PSD) – R$ 361,53 (17° maior recurso)
Michel Lins (Republicanos) – R$ 299,84 (13°)
Inácio Arruda (PCdoB) – R$ 84,77 (12°)
Sandrinha (Cidadania): R$ 70,81 (1°)
Dayanne do Capitão (União): R$ 60,21 (4°)
Ronaldo Martins (Republicanos) – R$ 37,54 (14°)
Eduardo Bismarck (PV) – R$ 30,11 (11°)
André Figueiredo (PDT) – R$ 26,66 (10°)
Mauro Filho (União) – R$ 21,44 (19°)
Renato Roseno (Psol) – R$ 17,06 (18°)