Com o título “À Verdade… as Batatas”, eis artigo de Tales M. de Sá Cavalcante, reitor do FBUni, diretor-presidente da Organização Educacional Farias Brito e presidente da Academia Cearense de Letras. “
Confira:
Alguém já disse: “Não vou contar para ninguém”; “Preparo em 3 minutos”; “Como você emagreceu!”; “Você está mais jovem”; “Amanhã, sem falta, eu trago”; “Essa roupa é a sua cara!”; “Eu só bebo socialmente”; “Começo a dieta na segunda!”; “Farei tudo para estar lá”; “Não fui eu!”; “Na volta eu compro”; “Eu não minto!”. São, quase sempre, mentiras. Uns praticam a verdade. Outros, a mentira.
Em 5/6/22, na CNN, ao entrevistar o também empresário Jorge Paulo Lemann, Abilio Diniz indagou: “Jorge, (…) na revista Forbes, você está colocado como o homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo. Como é a relação com o dinheiro e como isso pega para você?”. Lemann achou isso coisa de jornalista para vender mais revista, mais jornal. E afirmou: “(…) Eu conheço três brasileiros que são muito mais ricos do que eu e nem constam na lista. Acho que a lista tem outra falha. Na realidade, mede a quantidade de ativos que você tem, mas ninguém mede a quantidade de suas dívidas. (…) Eu, pessoalmente, não sou um cara ligado em dinheiro, sou ligado em fazer as coisas, fazer as coisas acontecerem, em construir alguma coisa”.
Lemann não seguiu a Lei do Gérson (levar vantagem em tudo e de qualquer jeito). Ao contrário, preferiu seguir o executivo Roger Agnelli, para quem o maior ativo de alguém é sua credibilidade.
A internet trouxe inconvenientes, mas também vantagens. Uma delas é a maior descoberta de negócios escusos, em maioria ligados à mentira. Disse a vice-presidente de marketing do Boticário, Renata Gomide, à Folha de S. Paulo: “Quem não for recomendado pela inteligência artificial, corre o risco de deixar de existir; e, além de tocar o coração dos consumidores, o conteúdo precisa passar pelo crivo dos agentes de IA. O algoritmo busca provas técnicas, experiência das pessoas e consistência”.
Enfim, a verdade vence, inclusive no marketing. Talvez por isso Washington Olivetto não fizesse propaganda de político. Dizia ele: “Grandes vendedores não vendem, criam confiança, fazem o que faz o publicitário: criam predisposição de compra”.
O 2º turno vem aí. Que tal a verdade contribuir para a sua decisão?
*Tales M. de Sá Cavalcante
Reitor do FBUni, diretor-presidente da Organização Educacional Farias Brito e presidente da Academia Cearense de Letras
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