“O Brasil tem futuro” – Por Suzete Nocrato

Suzete Nocrato é jornalista e Mestra em Comunicação Social da UFC. Foto: Arquivo Pessoal

Com o título “O Brasil tem futuro”, eis artigo de Suzete Nocrato, jornalista e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará. “O domingo do segundo turno ficará para a história como o dia em que, apesar das diferenças, as pessoas reelegeram o presidente movidas pelo desejo de decidir o próprio futuro. O resultado do pleito demonstra que os brasileiros sinalizaram que querem preservar as conquistas e os direitos sociais, não aceitam mudanças para pior e reafirmam que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, expõe a articulista.

Confira:

O Brasil é um país com futuro, onde o povo decide o próprio destino e exige oportunidades, respeitado e dignidade. Esse foi o recado que a maioria dos brasileiros mandou à Casa Grande no último domingo. É emocionante ver esse levante pacífico de pessoas de todas as idades dizendo que somos nós que determinamos quem somos e qual caminho queremos trilhar.

Durante os vinte dias de campanha do segundo turno, fomos às ruas e às redes sociais dizer que não aceitamos o racismo, a intolerância e o desprezo pela dignidade humana. A vitória de Lula é o coroamento dessa luta e, portanto, renova a certeza de que somos humanos. Afinal, muitos de nós se indignou com cenas grotescas como, por exemplo, a imagem de um homem negro acorrentado em uma passeata bolsonarista.

O domingo do segundo turno ficará para a história como o dia em que, apesar das diferenças, as pessoas reelegeram o presidente movidas pelo desejo de decidir o próprio futuro. O resultado do pleito demonstra que os brasileiros sinalizaram que querem preservar as conquistas e os direitos sociais, não aceitam mudanças para pior e reafirmam que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

É esperançoso ver jovens que protestaram e levantaram a bandeira da Democracia, acompanhando seus pais, avós e bisavós para votar. Não por imposição, mas em respeito à vontade de homens e mulheres que, prestes a encerrar o ciclo da atual existência terrena, escolheram se posicionar.

Quando penso no que estava em jogo nesta eleição, lembro de minha mãe, uma senhora de 88 anos, com sérios problemas de saúde, que não abriu mão de escolher que vai conduzir o país nos próximos quatro anos. Apesar das limitações, ela enfrentou a viagem de quase 500 quilômetros, de Fortaleza a Saboeiro, tanto no primeiro quanto no segundo turno, para digitar o 13 na urna. Com a experiência de quem viveu uma ditadura e viu de perto a fome e privações do nordestino e as transformações socioeconômicas na região, decidiu não permitir que outros escolhessem por ela o futuro de sua gente.

No domingo, o Brasil venceu. Venceu a Democracia. Venceu o povo brasileiro.

*Suzete Nocrato

Jornalista, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará e escritora.

suzete.nocrato@gmail.com

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