“O desespero da elite econômica diante do fortalecimento do mercado de trabalho e da valorização dos trabalhadores”, aponta o jornalista Eduardo Guimarães
Confira:
As campanhas criminosas que eleitores bolsonaristas alegadamente endinheirados estão fazendo para incitar demissões de empregados petistas e suspensão de ações de “caridade” se coadunam perfeitamente ao momento histórico que a humanidade atravessa.
Empresários em profusão anunciam demissões de funcionários “petistas” e suspensão de doações de quantidades de cestas básicas que não custam o que esses “caridosos” gastam em um almoço.
Furiosos com o sumiço da “certeza” que acalentaram de que elegeriam um presidente que extinguisse direitos básicos dos trabalhadores para que trocassem de carrão, de iates ou de jatinhos (conforme o nível de riqueza do “caridoso”), tiveram a ideia infame de usar a concentração asquerosa da renda neste país para se vingarem de quem votou em causa própria.
O que seus cérebros diminutos e avarentos não entendem é que empregos já começam a faltar no país. Neste 30 de outubro, foi anunciada forte queda do desemprego, fenômeno que continuará se intensificando.
Quero ver, pois, essa escória tocar seus negócios sem mão de obra, na hora em que os demitidos puderem escolher empregos, como já começa a acontecer — e que acontecerá ainda mais.
Essa casta de desalmados não consegue assimilar o fato de que empregos são como bananas: se há muita banana, o preço da banana cai; se falta banana, o preço da banana sobe. É simples assim.
Não tardará tanto, portanto, para que aqueles que demitiram colaboradores que achavam que faziam o favor de empregar, tratem de demitir seus patrões para buscarem postos de trabalho nos quais sejam valorizados.
Eduardo Guimarães é jornalista e responsável pelo Blog da Cidadania