“A gente sabe de tudo, mas vive como se fosse eterno”, aponta o arquiteto e escritor Totonho Laprovitera
Confira:
Só os outros morrem
Essa minha frase me espairece e me faz pensar. Tem um humor meio atrevido, capaz de esconder uma verdade. Traz um pouco do espírito moleque alencarino e revela nossa dificuldade em imaginar a própria finitude. A morte dos outros nos parece sempre mais certa do que a nossa.
Assim, a gente continua fazendo planos, cultivando afetos, criando e celebrando a vida, sem dar muita atenção ao calendário ou ao relógio.
Também sou assim. A gente sabe de tudo, mas vive como se fosse eterno.
E somos.
Totonho Laprovitera
Arquiteto e escritor