Categorias: Artigo

“A Artemis II e a fronteira final” – Por Gilson Barbosa

Gilson Barbosa, jornalista e pesquisador. Foto: Arquivo Pessoal.

Com o título “A Artemis II e a fronteira final”, eis artigo de Gilson Barbosa, jornalista e pesquisador. “A NASA propôs à Casa Branca, em seu pedido orçamentário, a fim de dar continuidade ao programa, o valor estratosférico de US$ 8,3 bilhões para a área de exploração atinente à Lua e ao planeta Marte. A última missão do programa, a Artemis IV, prevista para acontecer até 2030, deverá, claro, elevar ainda mais esses investimentos”, expõs o articulista.

Confira:

Ao custo literalmente astronômico de US$ 93 bilhões, a Missão Artemis II, projetada pela Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA, em inglês) dos Estados Unidos, chegou ao final, de forma bem sucedia, na sexta-feira, 10 de abril. A Lua, nosso satélite natural, voltou a ser, mais de 50 anos depois do último voo tripulado até lá, o cenário da operação. Foi a primeira após o final da era Apollo.

Desta feita, os quatro tripulantes da cápsula Orion registraram impressionantes imagens da Terra a partir do lado oculto lunar. A tripulação superou também o recorde de maior distância já percorrida pelo homem no espaço, ao passar por aquela área, jamais antes visitada. Outro objetivo plenamente alcançado foi o de testar sistemas como o suporte à vida e o controle manual da cápsula, preparando assim o terreno para a futura missão Artemis III, que, dentro de mais dois anos, conforme o planejamento desenvolvido pela agência espacial estadunidense, deverá levar, novamente, astronautas à Lua.

O valor gasto pela Missão Artemis II, conforme auditoria realizada em 2021, reunindo gastos iniciados ainda em 2012 e estendidos até o ano passado, incluiu o lançamento do foguete Space Launch System (SLS), a cápsula Orion (que deu a volta pelo lado oculto lunar) e a infraestrutura do lançamento, abrangendo a importância de US$ 40 bilhões até 2020 e outros US$ 53 bilhões até 2025.

A NASA propôs à Casa Branca, em seu pedido orçamentário, a fim de dar continuidade ao programa, o valor estratosférico de US$ 8,3 bilhões para a área de exploração atinente à Lua e ao planeta Marte. A última missão do programa, a Artemis IV, prevista para acontecer até 2030, deverá, claro, elevar ainda mais esses investimentos.

Diante de números tão assombrosos, fico a pensar o quanto a espécie humana tem investido nesses projetos rumo à “fronteira final”, como o roteirista e produtor norte-americano Gene Roddenberry (1921-1991) definiu o espaço sideral como último limite da exploração humana na sua clássica série de TV, “Jornada nas Estrelas” (1966-1969) e nos filmes que a ela se seguiram. E também medito sobre essa corrida espacial em que, além dos EUA, outras nações, como a Rússia, a China, o Japão e países da União Europeia estão envolvidos.

Enquanto desenvolvemos projetos tão ambiciosos rumo ao espaço, continuamos, como espécie, mergulhados em problemas: as guerras, as desigualdades, as doenças, a pobreza que atinge bilhões de pessoas na Terra. Antes de mirarmos o universo, deveríamos volver nossos olhares para a triste realidade que vivemos e cuidar de nossa própria casa. Seria esta a verdadeira prioridade, antes das viagens ao desconhecido.

*Gilson Barbosa,

Jornalista e pesquisador.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

Esse website utiliza cookies.

Leia mais