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“A Eleição e o Brasil Real” – Por Cleyton Monte

Cleyton Monte é cientista político e diretor-presidente do Centec. Foto: Divulgação

Com o titulo “A Eleição e o Brasil Real”, eis artigo de Cleyton Monte, cientista político e presidente do Instituto Centec. “A eleição será decidida por quem conseguir dialogar com esse Brasil real: o Brasil que trabalha, teme, educa os filhos, consome com esforço e busca oportunidade. No fim, a pergunta central não será apenas quem representa a esquerda ou a direita. Será quem consegue responder às necessidades mais concretas do povo: viver em paz, trabalhar com dignidade, educar seus filhos e acreditar no futuro”, expõe o articulista

Confira:

As próximas eleições não serão decididas apenas pela disputa entre esquerda e direita. A polarização segue forte, mas não explica sozinha o comportamento do eleitor. Há um Brasil mais complexo, guiado por questões concretas: segurança, trabalho, educação, consumo e futuro.

A segurança pública talvez seja o tema mais sensível. Para milhões de brasileiros, o crime deixou de ser notícia distante e passou a ser experiência diária. Quando o Estado se ausenta, o medo ocupa o lugar da cidadania. E onde há medo, crescem discursos de força e promessas fáceis.

Mas segurança não se resolve com espetáculo. Exige Estado presente, inteligência, prevenção, policiamento territorial, urbanização e oportunidade para a juventude. A resposta democrática precisa ser firme, mas também estratégica.

Outro eixo decisivo é o trabalho. O Brasil popular mudou. Milhões vivem da informalidade, dos aplicativos, dos pequenos negócios e dos bicos que sustentam a renda familiar. Esse eleitor quer proteção, mas também quer autonomia. Quer Estado, mas não quer burocracia.

Nesse cenário, a educação volta ao centro. Não como discurso genérico, mas como caminho real de mobilidade social. Alfabetizar na idade certa, fortalecer a escola pública, ampliar o ensino técnico e conectar formação com trabalho são tarefas centrais para qualquer projeto sério de País.

O consumo também se tornou uma dimensão política importante. Para milhões de brasileiros, consumir não é apenas comprar: é participar da vida social. O celular, a moto, o crédito, a roupa, a reforma da casa e a possibilidade de parcelar pequenos sonhos expressam pertencimento, dignidade e reconhecimento.

Por isso, inflação, juros, endividamento e poder de compra têm efeito direto sobre o humor eleitoral. O eleitor sente a economia no supermercado, na fatura do cartão, no preço do gás e na dificuldade de fechar o mês. A economia que decide voto é, muitas vezes, a economia do boleto.

A eleição será decidida por quem conseguir dialogar com esse Brasil real: o Brasil que trabalha, teme, educa os filhos, consome com esforço e busca oportunidade. No fim, a pergunta central não será apenas quem representa a esquerda ou a direita. Será quem consegue responder às necessidades mais concretas do povo: viver em paz, trabalhar com dignidade, educar seus filhos e acreditar no futuro.

*Cleyton Monte

Cientista político e presidente do Instituto Centec.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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