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“A legítima aspiração de Cândido Albuquerque ao Senado” – Por Barros Alves

Barros Alves é jornalista e poeta

“Em sistemas democráticos, a experiência, a formação intelectual e a reputação pública são ativos relevantes e, nesse sentido, sua eventual candidatura se apresenta como um movimento natural de quem já demonstrou capacidade de liderança e compromisso institucional”, aponta o jornalista Barros Alves

Confira:

A discussão sobre a formação de chapas majoritárias no Ceará, especialmente em torno de uma eventual candidatura ao Senado alinhada ao projeto de Ciro Gomes, envolve não apenas cálculos estratégicos, mas também princípios democráticos fundamentais. Entre esses, destaca-se o direito legítimo de quadros qualificados colocarem seus nomes à apreciação da sociedade e de seus pares partidários. É nesse contexto que se insere a possível postulação do professor e jurista Cândido Albuquerque ao Senado da República.

Cândido Albuquerque construiu, ao longo de décadas, uma trajetória sólida no campo jurídico e acadêmico. Ex-presidente da OAB-Ceará, ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará e ex-reitor da mesma instituição, ele reúne credenciais que, por si só, legitimam sua aspiração a cargos de maior envergadura. Em sistemas democráticos, a experiência, a formação intelectual e a reputação pública são ativos relevantes e, nesse sentido, sua eventual candidatura se apresenta como um movimento natural de quem já demonstrou capacidade de liderança e compromisso institucional.

Além do aspecto biográfico, há um ponto de princípio: a escolha de candidatos deve decorrer de processos abertos, competitivos e plurais. Impedir ou desestimular a participação de nomes com densidade intelectual e trajetória reconhecida pode empobrecer o debate político. Ao contrário, a presença de um perfil como o de Cândido Albuquerque tende a elevar o nível das discussões, trazendo à tona temas estruturais do país, especialmente aqueles ligados ao direito, à educação, à segurança pública e às instituições democráticas.

Outro elemento relevante é o impacto simbólico de sua participação. Em um cenário frequentemente marcado por críticas à qualidade da representação política, candidaturas com forte lastro acadêmico e profissional podem contribuir para reaproximar segmentos da sociedade civil do processo eleitoral. Isso significa qualificar o processo democrático, oferecendo ao eleitorado alternativas mais diversificadas e consistentes.

No plano estratégico, o alinhamento com um projeto político mais amplo, como o de Ciro Gomes, pode representar uma convergência de agendas e propostas. A construção de alianças é parte da política, mas não pode suprimir o direito de participação de quadros que desejam contribuir.

Por fim, cabe ao eleitor cearense exercer seu papel soberano, avaliando trajetórias, propostas e visões de futuro. A eventual candidatura de Cândido Albuquerque ao Senado insere-se, portanto, no âmbito legítimo da disputa democrática. Mais do que um nome específico, trata-se da defesa de um princípio, qual seja o de que a política deve permanecer aberta à participação de cidadãos qualificados, capazes de enriquecer o debate público e fortalecer as instituições.

Barros Alves é jornalista e poeta

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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