ABI repudia agressões a jornalistas que cobrem situação de sáude de Bolsonaro

Liberdade de imprensa é fundamental na democracia

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou, neste começo de semana, uma nota de repúdio aos atos de hostilidade praticados contra jornalistas que cobrem a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Causa indignação a atitude da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que compartilhou em suas redes sociais um vídeo com ataques a jornalistas”, diz o texto.

Confira:

A Associação Brasileira de Imprensa repudia as manifestações de hostilidade e ódio dirigidas a jornalistas que realizam a cobertura da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, nos últimos dias, em Brasília.

Profissionais de imprensa que cumprem seu dever de informar a sociedade têm sido alvo de ataques verbais e intimidações por parte de apoiadores do ex-presidente, em um ambiente de crescente hostilidade contra o trabalho jornalístico.

Causa indignação a atitude da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que compartilhou em suas redes sociais um vídeo com ataques a jornalistas. O material, produzido por uma influenciadora bolsonarista e amplificado por parlamentares da extrema direita, foi difundido sem qualquer verificação, disseminando desinformação e expondo profissionais que apenas exerciam seu trabalho.

A partir dessa campanha, jornalistas que aparecem nas imagens passaram a ser identificados e atacados nas redes sociais. As agressões ultrapassaram o ambiente digital: repórteres foram reconhecidas na rua e no transporte público e sofreram ataques presenciais. Também circularam montagens e vídeos com uso de Inteligência Artificial simulando violência contra profissionais, além da exposição de fotos de filhos e familiares como forma de intimidação.

É inadmissível que figuras públicas utilizem sua influência para difundir conteúdo falso ou estimular campanhas de difamação contra jornalistas. Esse tipo de prática não ameaça apenas indivíduos, mas representa um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação.

O episódio remete ao período de 2019 a 2022, em que a violência contra jornalistas foi praticada e estimulada diretamente pelo próprio Bolsonaro, então presidente da República, por meio de diversos episódios de triste memória. Foram diversas as ocasiões em que entrevistas coletivas na Presidência da República se tornavam espaços para ataques aos profissionais de imprensa no “cercadinho” sob o comando de Bolsonaro e apoiadores.

Manifestamos solidariedade aos profissionais que estão em serviço e reiteramos a defesa incondicional do respeito à atividade jornalística e à liberdade de imprensa.

Rio de Janeiro, 15 de março de 2026

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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