“Academia Cedrense de Letras em tempo de festa literária” – Por Barros Alves

Barros Alves é jornalista e poeta

“A chegada desses novos membros representa um gesto de continuidade e, ao mesmo tempo, de renovação”, aponta o jornalista e poeta Barros Alves

Confira:

A realização de sessão especial por uma Academia de Letras é sempre mais do que um ato protocolar. Trata-se de um momento de afirmação da cultura, de celebração da palavra e de renovação do compromisso com a memória e o pensamento. É o que vemos neste sábado, 04/04/2026, em solenidade da Academia Cedrense de Letras, conduzida com sensibilidade e elevado espírito público pelo presidente, o poeta e médico Sávio Pinheiro.

Sob sua liderança, a sessão certamente apresenta não apenas o rigor institucional que se espera de uma casa literária, mas também um tom de genuína celebração da inteligência e da criação. Sávio Pinheiro, ao conjugar ciência e poesia em sua própria trajetória, simboliza bem o ideal humanista que sustenta academias como nossa; o encontro entre saberes, a valorização da palavra e o cultivo das artes como expressão maior da condição humana.

A ocasião reveste-se de especial brilho pela posse de sete novos acadêmicos, que passam a integrar o sodalício e que aqui registro com prazer, juntamente com os padrinhos dos novéis arcadianos: Professor Flávio Gonçalves, indicação de Barros Alves e Esmeraldina Bezerra; Rose Clementino, indicação de Tizim Clementino e Péricles Araújo; Beatriz Jucá, indicação de Esmeraldina Bezerra e Barros Alves; José Gonçalves da Silva, indicação de Barros Alves e Édson Reis; Matheus Ribeiro, indicação de Eunice Lemos e Vânia Dutra; Batista Moura; indicação de Nilson Diniz e Sávio Pinheiro; e Guaracy Aguiar, indicação de Irapuan Diniz de Aguiar e do poeta maior B. C. Neto, idealizador e primeiro presidente da Academia Cedrense de Letras.

Cada uma dessas personalidades traz consigo não apenas um percurso individual de mérito, mas também um acervo de experiências, conhecimentos e visões de mundo que certamente enriquecerão os debates, as produções e a própria identidade da Academia Cedrense de Letras.

A chegada desses novos membros representa um gesto de continuidade e, ao mesmo tempo, de renovação. Continuidade, porque reafirma o compromisso da instituição com sua missão cultural; renovação, porque abre espaço para novas vozes, novas perspectivas e novas formas de pensar a literatura, a história e a sociedade. É assim que uma academia se mantém viva: dialogando com o passado, mas sempre aberta ao futuro.

A Arcádia cedrense, ao acolher esses novos acadêmicos, fortalece sua vocação como guardiã da cultura local e regional, ao mesmo tempo em que se projeta como espaço de reflexão mais ampla, capaz de dialogar com as grandes questões do nosso tempo. Não há dúvida de que os empossados, com seus saberes e talentos, contribuirão decisivamente para tornar ainda mais luminosa a trajetória da instituição.

A solenidade ganha ainda maior relevo com o lançamento de obra literária que enfeixa crônicas e causos, assinada pelo médico e acadêmico Luiz de Moura, preeminente filho de Cedro, ex-presidente da Academia Cedrense de Letras e atual presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES). Trata-se de contribuição valiosa que, ao reunir narrativas marcadas pela sensibilidade, pela memória e pelo sabor da tradição, reafirma o compromisso da instituição com a preservação das histórias e da identidade cultural de seu povo.

Que esta sessão especial seja lembrada como um marco de entusiasmo, de união e de compromisso com a cultura. E que, sob a presidência inspiradora de Sávio Pinheiro, a Academia Cedrense de Letras continue a florescer como um farol de inteligência, sensibilidade e dedicação às letras.

Barros Alves é jornalista e poeta

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