André Mendonça é o novo relator do Caso Master

André Mendonça é ministro do Supremo. Foto: STF

O Supremo Tribunal Federal acaba de sortear o ministro André Mendonça como novo relator do Caso Master.

O sorteio ocorreu nesta noite de quinta-feira e Mendonça entra no lugar do ministro Dias Tofolli, que pediu para sair da relatoria após uma onda de pressões.

A decisão de renuncia de Toffoli ocorreu, após reunião que envolveu, do começo da tarde até o inicio desta noite de quinta-feira, a maioria dos ministros do STF sob o comando do presidente da Corte, Edson Fachin.

Na segunda-feira (9), a PF informou ao presidente do Supremo que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão.

O ministro admitiu que integra o quadro societário da empresa, mas afirmou que a administração é feita por parentes.

Nota do STF

Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.

“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.

A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”.

DETALHE – André Mendonça foi nomeado para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No Congresso, partidos como o PL buscam aprofundar as investigações, mas, também, questionar atuações do Supremo que levou Bolsonaro para a prisão.

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