“O jogo, todos sabem, foi criado para dar dinheiro, para quem o banca”, aponta o professor João Teles
Confira:
Eis um tema que deixa muita gente tonta e bem baratinada. Quando não lembra contas, dívidas e problemas financeiros e familiares. Quando vicia, como sair de sua teia, de seu perigoso enredo? Eis um problemão, que afeta muita gente, Brasil afora. Aliás, um drama, que já chegou à saúde pública nacional.
O universo da Medicina, com certeza, tem pensado muito nele, nos últimos tempos. E não poderia ser diferente. O caso é sério.
No Dicionário, Bet significa “aposta”, em inglês. Mas aqui, no Brasil, a palavra virou sinônimo de endividamento e problemas, para pessoas que usam empresas e sites, para apostar em palpites de eventos esportivos, como partidas de futebol, por exemplo. Pois foi assim que essas pessoas se encalacraram nos tais jogos, dos famigerados cassinos online.
O usuário deposita dinheiro, na tal plataforma e faz uma fezinha, em um palpite x ou y. Se erra, perde dinheiro; se acerta, ganha; mas o jogo, todos sabem, foi criado para dar dinheiro, para quem o banca.
E essa hoje, é a situação periclitante no Brasil.
Pessoas e famílias que já tinham dívidas, por conta da compra de alimentos, vestuários e medicação, passaram a ter outras, por conta do vício nos tais logos. Aí, um problema já grave, se agudizou ainda mais.
E como sair disso? O Governo Federal entrou em campo e acabou com a farra das tais bets. A partir daí veio a revolta dos times de futebol, empresas e até influenciadores digitais, inconformados com a medida governamental.
Muita gente quer, por parte do governo, que haja uma mudança no quadro e até um diálogo mais aberto com o setor, para que uma outra alternativa de faturamento, seja ofertada aos clubes de futebol, por exemplo.
Como resolver o imbróglio?
Alguém precisa ficar do lado do consumidor, que é engolido pelo bueiro do jogo, do vício e se desajusta, no âmbito familiar e social, acabando por perder o poder de compra e até a possibilidade de comprar um remédio, para cuidar um mal, que o aflige. E isso é muito sério e isso é por demais conflituoso. As pessoas precisam viver em paz, sem essa sangria terrível, dos seus parcos numerários!
João Teles de Aguiar
Professor, historiador e integrante do Projeto Confraria da Leitura