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“Autismo e inclusão: desafios e Possibilidades para um Mundo Mais Acessível” – Por Laís Albuquerque

Laís Albuquerque é advogada e presidente do Instituto Renan Azevedo. Foto: Divulgação

“Garantir que pessoas autistas tenham acesso às mesmas oportunidades significa construir um mundo onde ninguém seja deixado para trás”, aponta a advogada Laís Albuquerque

Confira:

A inclusão de pessoas autistas ainda é um grande desafio, mas não podemos desistir. Embora existam leis que garantam o acesso à educação, ao mercado de trabalho e a tratamentos de saúde adequados, muitas famílias enfrentam dificuldades para que esses direitos sejam cumpridos. A falta de capacitação, estrutura e compromisso impedem que a inclusão aconteça de forma efetiva.

A exclusão ainda persiste em muitos ambientes. Famílias escutam frases como “não temos estrutura para atender seu filho” ou “precisamos de alguém mais preparado para essa vaga”, demonstrando que o preconceito e a falta de preparo ainda são barreiras a serem superadas. É como se a sociedade impusesse limites invisíveis, deixando de enxergar as capacidades das pessoas autistas.

Mas há possibilidades de mudança. Quando há compromisso, a transformação acontece. Professores que se capacitam, empresas que adaptam seus ambientes e políticas públicas que saem do papel fazem a diferença na construção de uma sociedade mais inclusiva. Pequenos ajustes podem tornar um espaço acessível: uma sala sensorial na escola, horários especiais para atendimento em serviços públicos, treinamentos para equipes. A inclusão não é complexa — ela exige, acima de tudo, vontade e empatia.

Garantir que pessoas autistas tenham acesso às mesmas oportunidades significa construir um mundo onde ninguém seja deixado para trás. Isso exige investimento em capacitação, adaptação de ambientes e, principalmente, um olhar empático por parte de toda a sociedade.

Nesse contexto, o Instituto Renan Azevedo nasceu para fortalecer essa luta, apoiando organizações que atuam diretamente com famílias atípicas. Além de oferecer apoio para entidades que promovem o acolhimento de crianças autistas, o instituto também trabalha para ampliar o debate sobre inclusão. A inclusão exige mais do que boas intenções – exige ação. E essa transformação começa agora, com cada um de nós.

Laís Albuquerque é advogada e presidente do Instituto Renan Azevedo

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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