BNB registra crescimento de 219% em seu crédito fundiário

Luiz Sérgio Farias, superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, comemora. Foto: Paulo MOska

Um totla de 830 famílias foram beneficiadas, ano passado, pelo Banco do Nordete, com a liberação de R$ 184 milhões em crédito fundiário para aquisição de imóveis rurais. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição, adiantando que, com isso, produtores familiares passaram a ser donos de cerca de 11.190 hectares, permitindo-lhes acesso a uma unidade produtiva própria capaz de gerar renda, fortalecer a produção e garantir condições dignas de vida no campo.

Segundo dados do BNB, o número de famílias atendidas pelo programa saltou de 388 em 2024 para 830 no ano passado. Um crescimento de 114%. Em volume de crédito contratado, o crescimento foi ainda maior: de R$ 57,6 milhões para R$ 184,4 milhões de um ano para o outro. Alta de 219%.

Em 2024, foram 6.155 hectares de terras adquiridas. Em 2025, a área foi 81,8% maior. Para se ter ideia, os 11.190 hectares comprados no ano passado correspondem a 110 km² – o equivalente a um terço da área total de Fortaleza (CE).

Ceará

No estado do Ceará, as contratações do PNCF somaram quase R$ 30 milhões que beneficiaram 178 famílias.

Em área adquirida, o impacto foi de 3.750 hectares.

Quem pode contratar

Agricultores familiares que desejam adquirir imóveis rurais ou realizar benfeitorias em seus bens podem solicitar o crédito fundiário do Governo Federal. O Programa é operacionalizado por meio de quatro linhas de financiamento: PNCF Social, PNCF Jovem, PNCF Mais e PNCF Empreendedor, de acordo com o perfil dos beneficiários. Para solicitar os recursos, o agricultor precisa apresentar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), Cadastro de Agricultor Familiar (CAF) ou outra forma de cadastro que atenda o Regulamento Operativo do Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Os financiamentos abrangem 100% do valor do bem adquirido, com teto de até R$ 293 mil. A taxa de juros varia de 0,5% a 4% ao ano . O prazo das operações é determinado em função da capacidade de pagamento do mutuário, de acordo com o cronograma apresentado na proposta, sendo de até 25 anos, incluídos até 36 meses de carência. Os recursos são do Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Segundo o superintendente de Agronegócio e Agricultura Familiar do BNB, Luiz Sérgio Farias, o principal objetivo da linha é dar condições ao agricultor de ter sua propriedade rural. “A aquisição do imóvel rural traz dignidade ao homem e à mulher do campo. Muitas vezes, essa família não possui sua própria terra para produzir. O Governo Federal vem melhorando os programas e o Banco do Nordeste é parceiro nessa estratégia para agilizar a inclusão produtiva das famílias e solucionar conflitos agrários, além de aumentar a produção de alimentos saudáveis produzidos de forma sustentável”, afirma.

Como contratar

O superintendente esclarece que os interessados no crédito fundiário precisam apresentar um projeto, que é feito pelo agricultor com ajuda de uma entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), devidamente credenciada para operacionalizar o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). O Governo Federal disponibiliza o sistema Obter Crédito Fundiário, que é um serviço público digital que facilita o pedido do financiamento e permite o acompanhamento das etapas de análises, aprovações, envio de documentos, correção de pendências e solicitações.

A proposta de financiamento é encaminhada à Unidade Técnica Estadual de Crédito Fundiário com todos os documentos exigidos, que após análise de viabilidade é encaminhada para análise do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Depois de aprovado pelas análises estadual e federal, cabe ao banco checar documentação, efetuar cadastro e instrumento de crédito e realizar o desembolso.

SERVIÇO

*Para facilitar o processo, o BNB criou uma cartilha que explica o “passo a passo”, a qual está disponível no portal do Banco do Nordeste e pode ser acessada aqui..

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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