O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de lançar o 6º ciclo do BNDES Periferias, com a abertura da chamada BNDES Periferias em Rede. A nova modalidade vai apoiar projetos desenvolvidos por organizações de base periférica em favelas e comunidades urbanas de todo o país, por meio da atuação de instituições parceiras.
A proposta é ampliar a capilaridade do apoio e facilitar o acesso de organizações locais de menor porte. As instituições parceiras serão responsáveis pela relação com o BNDES e pelo acompanhamento dos projetos, enquanto as organizações periféricas executarão os subprojetos nos territórios. As inscrições ficam abertas de 18 de agosto a 4 de dezembro de 2026.
Quem pode participar
Poderão apresentar propostas pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos. Cada projeto deverá ter valor mínimo de R$ 20 milhões, considerando recursos do BNDES e contrapartida, e reunir pelo menos dez subprojetos desenvolvidos nos territórios.
A participação do BNDES poderá variar de até 50% a até 90% do valor total do projeto, conforme as características financeiras da instituição proponente. Para organizações cuja receita livre média anual dos últimos três anos seja superior ao orçamento anual total do projeto, a participação será de até 50%. Nos demais casos, poderá chegar a 90%.
“São cerca de 16 milhões de brasileiros vivendo em favelas e periferias, e o BNDES precisa chegar a esses territórios e apoiar quem mais precisa. Essa atuação é também um aprendizado para o Banco e para as organizações locais, com rigor técnico, transparência e prestação de contas. É uma iniciativa que combina oportunidades de geração de emprego e renda, apoio ao empreendedorismo e apoio a iniciativas que tornem as comunidades mais preparadas para enfrentar os efeitos da mudança do clima”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Os parceiros selecionados serão responsáveis pela relação com o BNDES, pelo acompanhamento físico e financeiro dos projetos, pela prestação de contas consolidada e pelos relatórios de execução. Também poderão prestar apoio ao desenvolvimento institucional das organizações periféricas participantes.
As organizações locais terão responsabilidade pelo planejamento e pela execução dos subprojetos nos territórios, assim como pela prestação de contas e pelos relatórios referentes às ações realizadas.
Subprojetos
Os subprojetos deverão ter valor entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões, incluindo recursos do BNDES e contrapartidas. Poderão ser apoiadas organizações de base periférica urbana com pelo menos dois anos de atuação e formalmente constituídas no momento da seleção.
As iniciativas poderão envolver ações de fortalecimento de empreendedores, economia do cuidado e projetos relacionados à economia verde e à resiliência climática.
A nova modalidade busca ampliar a capilaridade do apoio e permitir o atendimento a projetos de menor porte nos territórios. As instituições parceiras poderão apresentar uma carteira previamente definida de subprojetos e/ou selecionar as organizações locais por meio de chamadas públicas.
“Esse desenho permite combinar a capacidade de organizações com maior estrutura de gestão com o conhecimento e a atuação das organizações que estão diretamente nos territórios. O acesso aos recursos é garantido, preservando o protagonismo local na definição e na execução dos projetos”, afirmou a diretora do BNDES Tereza Campello.
As ações de apoio do BNDES a favelas e comunidades urbanas reúnem atualmente 30 operações em carteira, entre projetos contratados, aprovados e em análise, que somam aproximadamente R$ 226 milhões, incluindo cerca de R$ 159,4 milhões em recursos do BNDES e R$ 66,4 milhões em contrapartidas. As diferentes chamadas e editais receberam, até o momento, 308 propostas.
Considerando as 15 operações já contratadas ou aprovadas, os projetos preveem atuação em pelo menos 122 favelas e comunidades urbanas. Entre os resultados esperados está a capacitação de 11.303 empreendedores. Também estão previstos R$ 18,8 milhões em capital semente para 4.340 empreendedores periféricos, além da circulação anual de 63.260 pessoas pelos polos apoiados e do apoio ao desenvolvimento institucional de 167 organizações periféricas das regiões Norte e Nordeste.
Também estão previstos R$ 18,8 milhões em capital semente para 4.340 empreendedores periféricos, além da circulação anual de 63.260 pessoas pelos polos apoiados e do apoio ao desenvolvimento institucional de 167 organizações periféricas das regiões Norte e Nordeste.
SERVIÇO
*Mais informações sobre a chamada e as condições para apresentação de propostas estão disponíveis em bndes.gov.br/periferias.