Com o título “Capacidades”, eis mais um artigo da lavra de Totonho Laprovitera, arquiteto urbanista, escritor e artista plástico. “… sou a favor da inteligência artificial – não compito com ela. Faço questão de escrever o que a minha mente produz, mas não tenho muita paciência para certas tarefas braçais da finalização de textos, como a revisão minuciosa e a formatação que exige contagem de espaços e caracteres para publicações”, expõe o articulista.
Confira:
Desde cedo, tenho interesse pelas novidades tecnológicas – de apreciá-las e utilizá-las sempre que me são dadas as oportunidades. De brinquedos a equipamentos, inclusive os profissionais, todos me encantam e deixam marcas na minha existência.
Tenho o privilégio de viver mudanças e avanços tecnológicos de grande importância, jamais experimentados pela humanidade até então.
Pois bem. Muito se questiona sobre o uso da inteligência artificial. Creio que, na maioria das vezes, sua real capacidade é mal compreendida pelos “tudólogos” – aqueles que sabem e opinam sobre tudo, assim chamados pelo embaixador Pedro Altino.
A propósito, sou a favor da inteligência artificial – não compito com ela. Faço questão de escrever o que a minha mente produz, mas não tenho muita paciência para certas tarefas braçais da finalização de textos, como a revisão minuciosa e a formatação que exige contagem de espaços e caracteres para publicações.
A inteligência artificial, portanto, é ferramenta a serviço da minha arte de escrever. Jamais abrirei mão da minha capacidade criativa, nem do meu próprio modo de dizer – falado, escrito, desenhado e até em silêncio.
Se me criticarem por assumir esse pensamento, não tem nada, não – as divergências servem para apurar o nosso senso crítico. O tempo, como de costume, haverá de estabelecer a verdade sobre as nossas capacidades.
Gosto de inteligências.
*Totonho Laprovítera
Arquiteto urbanista, escritor e artista plástico.