O Ceará deve registrar 3.250 novos casos de câncer de mama este ano, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Somente em Fortaleza, a estimativa é de 1,2 mil novos casos.
O alerta faz parte da campanha Outubro Rosa, além de uma questão que vai além da realização de exames: como ajudar cada mulher a reconhecer seus riscos, acessar o cuidado adequado e receber acompanhamento ao longo da vida?
Com o conceito “Toda saúde da mulher cabe aqui”, a Rede ICC Saúde propõe olhar para a prevenção como parte de uma jornada contínua, que começa com informação confiável, atenção a mudanças no corpo e acompanhamento clínico com profissionais especializados em saúde da mulher. Inclui ainda a avaliação de fatores de risco, a indicação de exames conforme a situação de cada pessoa e o encaminhamento para investigação quando necessário. Após um diagnóstico, essa jornada pode envolver tratamento, reabilitação, saúde mental e acompanhamento multiprofissional.
O Hospital Haroldo Juaçaba, referência em oncologia da Rede ICC Saúde, tem papel central nessa atuação. O hospital reúne experiência no diagnóstico e no tratamento do câncer, com diferentes especialidades médicas, equipes multiprofissionais e tecnologia de ponta. Sua atuação se conecta ao ensino, à pesquisa e à incorporação de protocolos alinhados às principais evidências científicas, aproximando o conhecimento como o centro das decisões tomadas com cada paciente.
Com um modelo navegação em saúde exclusivo, a Rede ICC Saúde garante o acompanhamento personalizado durante toda as etapas da jornada assistencial da mulher, fazendo com que as pacientes tenham maior adesão aos tratamentos e consigam dar sequência às terapias propostas, com mais facilidade e suporte multiprofissional, o que proporciona uma melhor compreensão do diagnóstico e do plano de tratamento e, consequentemente, melhores resultados clínicos e maiores chances de cura.
Prevenção também depende de conhecer o risco
Embora a importância da mamografia seja um dos temas mais conhecidos em torno do Outubro Rosa, prevenir e detectar precocemente o câncer de mama envolve também outras medidas. A avaliação clínica ajuda a identificar sinais e sintomas que exigem investigação e a orientar exames conforme a idade, o histórico e as condições de saúde da mulher. O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos; quem apresenta risco elevado deve receber avaliação individualizada, podendo iniciar o rastreio a partir dos 40 anos
O histórico familiar é uma das informações consideradas nessa avaliação. Segundo o Inca, cerca de 5% a 10% dos casos de câncer de mama têm caráter hereditário. Isso não significa que toda mulher com um familiar diagnosticado precise fazer um teste genético. A suspeita de predisposição depende da análise conjunta de fatores como o tipo de tumor, a idade do diagnóstico e o número de familiares afetados.
A investigação genética acrescenta informações valiosas em situações específicas, enquanto as estratégias de prevenção, avaliação clínica e detecção precoce continuam essenciais para a população. Integrar essas frentes permite construir orientações mais adequadas à história e ao risco de cada mulher.