Prestes a completar 69 anos e com mais de 40 anos na política, o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) busca se reinventar na condição de pré-candidato ao Palácio da Abolição, quando não consegue administrar a saída do PL da sua base de apoio em uma disputa de primeiro turno. Ele chegou a expor simpatias pró-Pastor Alcides para o Senado. É o pai do deputado federal André Fernandes.
Durante o Encontro dos Produtores Rurais do Ceará (Eproce), nessa sexta-feira (6), em Fortaleza, Ciro responsabilizou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo distanciamento do partida da extrema direita do apoio à sua pré-candidatura.
Ao passar uma “borracha” em tudo que já falou sobre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do presidente estadual do partido, André Fernandes, e do pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, agora idealistas no novo conceito cirista, sobrou para Michelle a “fogueira inquisitória” de Ciro.
Humilhado André
Segundo o pré-candidato ao Governo do Ceará, Michelle teria humilhado André Fernandes, no evento de lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo), em Fortaleza, o que obrigou o PL a “dar um tempo” no apoio à pré-candidatura do PSDB.
Ciro disse que guarda uma vaga na chapa majoritária para “aliado”, quando o PL teria todas as vagas, em caso de candidatura própria ao Governo do Ceará, inclusive com tempo de televisão maior que o PSDB e aliados. E o desejo não é de Michelle.