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Ciro empunha bandeira da lealdade, ironiza Cid, faz atropelo histórico e dá voz de prisão por engano a militante

Ciro Gomes lança pré-candidatura a governador. Foto: Reprodução Blogdoeliomar

Para quem esperou um espetáculo ao estilo Ciro Gomes, neste sábado (16), no Centro Educacional Evandro Ayres de Moura, na 2ª etapa do Conjunto Ceará, durante o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado, não se decepcionou.

Teve de tudo: empunho da bandeira de lealdade e gratidão, ironia ao irmão Cid Gomes, atropelo histórico ao Dia do Fico, além de voz de prisão por engano a um militante que o reverenciava.

A espera de 2h20min do horário anteriormente previsto também serviu de leitura de como se dará a futura campanha Ciro Gomes. A começar pelo rompimento da tradição de chegar a eventos políticos ao lado de Tasso Jereissati. O posto agora recai a Capitão Wagner (União Brasil), a quem Ciro agora chama de visionário, quando antes teve o julgamento atrapalhado pela defesa do irmão Cid Gomes.

“Queria nem ouvir falar o que o Capitão estava falando, nem queria ouvir. Só porque ele era contra o Cid e eu sou um fanático… lealdade e gratidão… pelo meu irmão, e eu acabei fechando os ouvidos e era contra o Capitão, sem nem saber, e hoje, felizmente, sei do valor que ele tem”, apontou.

E o irmão agora é ironizado por Ciro, quando na apresentação de Alcides Fernandes como pré-candidato a senador pelo PL.

“Além de tudo de bom que ele é, ainda é pai do André! Ó!… Quiseram humilhar, quiseram humilhar o pastor, como se o cabra (Cid) não tivesse sido apresentado como o irmão do Ciro. Depois virou importante, depois virou importante”, desdenhou.

Atropelo histórico

Ao tentar relacionar o Dia do Fico (janeiro de 1822) à sua decisão de disputar o governo do Ceará, ao invés da Presidência da República, Ciro fez um atropelo histórico ao apontar que o então príncipe regente Pedro decidiu permanecer no Brasil, quando negou retornar a Portugal para assumir o trono, diante da morte do pai D. João VI.

Na verdade, o Dia do Fico ocorreu oito meses antes da independência do Brasil e quase quatro anos antes da morte de D. João.

A data foi uma negativa, de fato, do então príncipe regente em retornar à Corte Portuguesa, mas pela convocação de todos os regentes que se encontravam fora de Portugal. Pedro foi a exceção.

Prende ele!

“Prende ele!”, diz Ciro ao confundir reverência com apologia a crime organizado. Foto: Reprodução Blogdoeliomar

Como em quase todo evento de Ciro, não poderia faltar o momento de tensão. Em um erro de interpretação, Ciro deu voz de prisão a um militante que fez o “C” em cada uma das mãos. O pré-candidato entendeu como apologia ao comando vermelho.

“Irmão, você está querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara está fazendo o símbolo do comando vermelho! Prende ele! (…) Heim?… Ah, tá bom! Desculpe aí, meu irmão, é que eu sou vigilante!”, desconversou Ciro, ao ser alertado pela esposa Gisele.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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