Bebidas não alcoólicas (68%), petiscos (62%), carnes para churrasco (60%), cervejas (59%), além de camisas oficiais ou temáticas da Seleção Brasileira (61%) e acessórios como bandeiras e cornetas (42%).
Essa é a escalação dos brasileiros entrevistados pela pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, divulgada nesta segunda-feira (25), sobre a perspectiva de compras relacionadas à Copa do Mundo, que acontece de 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.
De acordo ainda com a pesquisa, 99,2 milhões de brasileiros admitem a motivação de compras voltadas ao Mundial, com uma média de gasto em torno de R$ 784.
“A Copa do Mundo tradicionalmente cria um ambiente de forte mobilização no varejo e nos serviços. O consumidor se prepara para celebrar, reunir amigos e familiares e isso impacta diretamente setores como alimentação, vestuário, acessórios, eletrodomésticos, bares e restaurantes. Para o comércio de Fortaleza, a expectativa é de aumento nas vendas e de maior circulação de consumidores nas lojas físicas e também no ambiente digital”, apontou o presidente da CDL de Fortaleza, Maurício Filizola.
O estudo mostra ainda que 97% dos entrevistados deverão assistir às partidas ao lado de familiares (77%) e amigos (60%). A maior parte pretende acompanhar os jogos em casa (86%), mas bares, restaurantes, casas de amigos e telões públicos também aparecem entre os locais preferidos.
Bets
A pesquisa revela também a preocupação com a situação financeira dos consumidores. Entre aqueles que pretendem gastar durante a Copa, 61% já possuem dívidas em atraso e 70% estão negativados. Além disso, 41% afirmam que pretendem realizar apostas esportivas durante o mundial, sendo que parte deles vê nas “bets” uma possibilidade de quitar dívidas.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a Copa do Mundo segue como um dos principais motores de consumo do país.
Já o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, alerta para os riscos do aumento das apostas esportivas e do endividamento das famílias brasileiras durante o período do torneio.
“Esse comportamento, associado ao alto índice de negativados entre os potenciais consumidores, aponta para uma vulnerabilidade econômica latente, onde a esperança de liquidação financeira através da sorte pode acabar aprofundando o ciclo de endividamento de muitas famílias brasileiras”, comentou Pelizzaro.