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“CNES: o detalhe administrativo que pode comprometer as finanças de uma instituição de saúde” – Por Rubênia Lauriza

Rubênia Lauriza é especializada em CNES e fundadora da startup Assessoria Consult Saúde. Foto: Divulgação

Com o título “CNES: o detalhe administrativo que pode comprometer as finanças de uma instituição de saúde”, eis artigo de Rubênia Lauriza, enfermeira auditora, especializada em Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e fundadora da startup Assessoria Consult Saúde. “Tratar o CNES como uma obrigação burocrática é uma visão ultrapassada. Ele é, na verdade, um instrumento estratégico de governança”, expõe a articulist.a

Confira:

Existe um erro recorrente na gestão de clínicas e hospitais que raramente aparece nos relatórios financeiros — mas quase sempre está por trás deles: a negligência com o CNES.

O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde não é apenas um banco de dados governamental. Ele é, na prática, a identidade técnica e operacional da instituição perante o sistema de saúde brasileiro. É ali que estão registradas as informações sobre estrutura física, equipe, serviços ofertados e capacidade instalada. Quando esses dados não refletem a realidade, o impacto não é teórico — é financeiro.

Ao longo da minha trajetória profissional, acompanhando de perto tanto o setor público quanto a iniciativa privada, observei um padrão preocupante: instituições que investem em expansão, ampliam serviços, contratam profissionais, modernizam equipamentos — mas deixam o cadastro desatualizado. O resultado? Glosas inesperadas, entraves em
credenciamentos, bloqueios administrativos e atrasos em repasses.

O problema não está apenas na inconsistência do dado. Está na mensagem que ela transmite. Um CNES desatualizado sugere desorganização, fragilidade operacional e risco contratual. Operadoras e órgãos reguladores trabalham com base nas informações oficiais. Se elas não correspondem à realidade, a consequência é imediata: o financeiro sente.

Tratar o CNES como uma obrigação burocrática é uma visão ultrapassada. Ele é, na verdade, um instrumento estratégico de governança. Um cadastro corretamente estruturado fortalece a previsibilidade da receita, reduz vulnerabilidades contratuais e aumenta a credibilidade institucional.

Gestão moderna em saúde exige visão sistêmica. Cada informação declarada impacta diretamente a capacidade de faturamento e a segurança jurídica da instituição. Não se trata apenas de “estar regular”. Trata-se de proteger o fluxo
financeiro e sustentar o crescimento com base sólida.

A experiência mostra que organizações que encaram o CNES como parte da estratégia — e não como mera formalidade — apresentam maior estabilidade operacional e menor exposição a perdas silenciosas.

CNES em dia não é custo administrativo.

É blindagem financeira.

É posicionamento estratégico.

*Rubênia Lauriza

Enfermeira auditora, especializada em Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e fundadora da startup Assessoria Consult Saúde.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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