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Comissão Brasileira Justiça e Paz, no Ceará, divulga nota sobre feminicídio

Nota é assinada pelo colegiado da CBJP-CE. Foto: Divulgação

A Comissão Brasileira Justiçza e Paz, da CNBB – Regional NE 1, acaba de divulgar nota repudiando casos de feminicidio no Ceará e no País. “Os dados de violência contra a mulher no Brasil e no Ceará apontam um cenário crítico, com o País registrando um recorde de feminicídios, segundo levantamentos divulgados no início de 2026”, diz o texto.

Confira:

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, Seção Ceará, acompanha e manifesta veemente repúdio a todo e qualquer ato contra a mulher, em especial ao feminícidio que representa a forma mais extrema de machismo estrutural. Essa luta contra a violência de gênero exige engajamento de toda a sociedade civil, do conjunto de todas as Igrejas, do poder público e de todas as pessoas de boa vontade, que ampliem o âmbito de visualização desse fenômeno, pois se tornou uma das causas mais preocupantes e dolorosas da atualidade.

O ano de 2025 foi o mais trágico da história recente do Brasil, conforme as estatísticas.

Os dados de violência contra a mulher no Brasil e no Ceará apontam um cenário crítico, com o País registrando um recorde de feminicídios, segundo levantamentos divulgados no início de 2026.

Seguem destaques das estatísticas referentes ao ano de 2025 que registrou o maior número de feminicídios da última década. Foram 1.568 (Um mil, Quinhentas e Sessenta e Oito) mulheres assassinadas por questões de gênero, o que significa aumento de 4,7% em relação a 2024.

A média diária foi de 4(Quatro) mulheres assassinadas em contexto de violência doméstica ou misoginia. Em Violência Geral, os Dados da Rede de Observatórios da Segurança indicam uma média de 12(Doze) mulheres vítimas de violência a cada 24 horas em 9 (Nove) Estados monitorados.

O DataSenado revelou um número acumulado de 3,7 milhões de vítimas de violência contra a mulher em 2025.

No Ceará, a estatística também mostra recorde de feminicídios, totalizando 47 (Quarenta e Sete) casos. Esses feminicídios ocorreram em trinta municípios diferentes.

Como Violência Sexual, o Estado registrou 1.927 (Um mil, Novecentas e vinte e sete) vítimas de crimes sexuais (incluindo estupro e exploração sexual). Um fator relevante se refere ao vínculo com o agressor. Quase metade das agressões (46,8%) no Ceará, é cometida por companheiros, ex-companheiros, familiares ou conhecidos, conforme o relatório “Elas Vivem”.

Relativamente ao Contexto e Prevenção, especialistas apontam que, apesar de algumas quedas pontuais em números de ocorrências totais, os casos de violência doméstica, verbal e psicológica continuam subnotificados. A atuação da Rede de Observatórios da Segurança destaca que o feminicídio é um crime evitável e que muitos dos municípios com registros de morte não possuem equipamentos de proteção especializados.

Como buscar ajuda:

180: Central de Atendimento à Mulher (nacional, gratuito e anônimo).
190: Polícia Militar (para emergências).
Delegacias da Mulher (DDM), presentes no Ceará e em todo o Brasil.

Fazemos esse alerta por considerar tempestivo o fortalecimento da rede de proteção, com acolhimento eficaz para mulheres em risco, haja vista que 70% (Setenta por cento) das vítimas nunca denunciaram agressões anteriores.

Todas as formas de violência devem ser enfrentadas – fisica, psicológica, patrimonial e sexual – combatendo as raizes culturais que sustentam tais práticas.

“Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou” (Lc 1,52)

*Comissão Brsaileira Justiça e Paz

CNBB – Reginal NE 1.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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