Ao construir um residencial ou condomínio, a empresa incorporadora precisa garantir no projeto a destinação adequada do esgoto gerado pelas unidades. Nas localidades onde ainda não existe a infraestrutura de esgotamento sanitário, a legislação exige que seja projetado, licenciado e operado um sistema próprio de tratamento. Mas, onde já tem a disponibilidade da rede de esgoto, a adequação e interligação ao sistema é obrigatória e ainda traz diversos benefícios aos responsáveis pelos condomínios.
Em Fortaleza, por exemplo, cerca de 70% da cidade já conta com a cobertura da rede de esgoto. Bairros como Salinas, Passaré, Maraponga, Itaperi e Damas concentram cerca de 106 empreendimentos, de um total de 286 condomínios no município que já têm a disponibilidade do serviço público de esgotamento sanitário, operado pela Ambiental Ceará, por meio da Parceria Público-Privada com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), mas que não estão conectados.
Interligar unidades coletivas e grandes imóveis à rede de esgoto traz diversos benefícios para síndicos, empresas gestoras e moradores, como explica Fábio Arruda, diretor executivo da Ambiental Ceará:
“Além de atender à obrigatoriedade prevista no Marco Legal do Saneamento, a conexão à rede pública proporciona mais segurança operacional para os condomínios, reduz custos com manutenção e operação de sistemas particulares e elimina a necessidade de uma série de controles técnicos e ambientais que passam a ser responsabilidade da concessionária. Outro benefício importante é a destinação adequada do esgoto para tratamento, contribuindo para a preservação do meio ambiente, a proteção dos recursos hídricos e a melhoria da saúde pública”, destaca.
A coordenadora de Interação Social da Cagece, Sâmia Andrade, complementa que a utilização adequada do sistema de esgoto contribui para a saúde da população e o equilíbrio do meio ambiente. “A gente evita contaminação do lençol freático e do solo, além de evitar que o número de doenças por veiculação hídrica aumentem. É uma série de benefícios que estamos perdendo pela não interligação”, defende Sâmia.
Saúde e valorização imobiliária
Depois de mais de dois anos de experiências negativas, que incluem retorno de efluentes e problemas estruturais nas galerias pluviais, águas paradas com insetos e mau cheiro, além de custos mensais com a manutenção da Estação de Tratamento de Esgoto própria, o condomínio Reserva dos Ipês, no bairro Passaré, foi interligado à rede de esgoto pública em maio deste ano. O síndico e morador, Jordiam Duarte, enfatiza: “Foi a melhor solução para o nosso condomínio, o patrimônio de todos estava sendo desvalorizado. Agora, temos um ambiente mais limpo e saudável. Onde ficava parte da estrutura da ETE, por exemplo, deu lugar à ampliação do estacionamento para os moradores. Para nós, só tivemos benefícios com essa adesão”.
Nas localidades onde há disponibilidade da rede de esgoto, equipes da Ambiental Ceará realizam visitas contínuas aos empreendimentos, orientando síndicos, administradoras e responsáveis técnicos sobre as etapas do processo e apoiando a elaboração de projetos de viabilidade para a interligação dos imóveis ao sistema público.
Ao se conectar à rede de esgoto, o condomínio não apenas deixa de tratar o esgoto localmente, mas passa a integrar um sistema completo de coleta e tratamento, contribuindo diretamente para a redução da poluição, a preservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população.
SERVIÇO
*Para informações e orientações sobre como se conectar à rede de esgoto, basta entrar em contato com a Cegece pelos canais de atendimento disponíveis como a Central de Atendimento (0800.275.0195), o aplicativo Cagece App (disponível para Android e iOS) ou por meio da Gesse, assistente virtual que atende no portal da companhia (www.cagece.com.br).