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“Conhecimento virou poder estratégico” – Por Susane Garrido

Susane Garrido coordena prograsms de mesrado da AGTU. Foto: Divulgação

Com o título “Conhecimento virou poder estratégico”, eis artigo de Susane Garrido, pós-doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, é coordenadora dos Programas dos Mestrados em Educação da American Global Tech University (AGTU). “Essa conexão será decisiva para a formação de profissionais capazes de atuar em um mundo instável, complexo e em constante transformação”, expõe a articulista.

Confira:

Durante muito tempo, conhecimento e tecnologia foram tratados como esferas distintas, uma ligada ao pensamento, outra à execução. Esse modelo, no entanto, já não explica a complexidade do mundo atual. Na sociedade contemporânea, o conhecimento tornou-se o principal ativo estratégico e sua articulação com tecnologias de inovação passou a definir competitividade, desenvolvimento econômico e inclusão social.

Essa mudança exige mais do que adaptação técnica, exige uma revisão profunda da forma como aprendemos, ensinamos e produzimos valor. Não estamos falando apenas de novas ferramentas, mas de uma nova lógica de pensamento. Quem não compreende a relação entre
conhecimento e inovação corre o risco de se tornar irrelevante em um mundo movido por inteligência, dados e criatividade.

A discussão ganha ainda mais relevância diante das transformações impostas pela inteligência artificial, pelas competências digitais e pelos avanços das neurociências aplicadas à educação. Nesse cenário, o conhecimento deixa de ser acumulativo e passa a ser conectivo,
interdisciplinar e orientado à solução de problemas reais.

Agora, a educação global vive um ponto de inflexão. As tecnologias de inovação estão redesenhando os processos de ensino-aprendizagem. O desafio não é mais acesso à informação, mas a capacidade de transformar informação em significado, decisão e impacto social.

Outro ponto central envolve as barreiras que ainda limitam esse avanço — como desigualdade de acesso, resistência cultural e formação inadequada para o uso crítico das tecnologias. Ignorar essas tensões é comprometer o próprio futuro do desenvolvimento social e econômico. Inovação não é neutra. Ela amplia oportunidades, mas também pode aprofundar desigualdades se não houver políticas, educação e consciência crítica.

Ao analisar megatendências globais, precisamos promover a integração entre conhecimento e tecnologias de inovação. Essa conexão será decisiva para a formação de profissionais capazes de atuar em um mundo instável, complexo e em constante transformação. O futuro não será definido apenas por quem domina a tecnologia, mas por quem sabe pensar com ela.

*Susane Garrido

Pós-doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, é coordenadora dos Programas dos Mestrados em Educação da American Global Tech University (AGTU).

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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