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“Depressão cívica” – Por Gonzaga Mota

Ex-governador Gonzaga Mota. Foto: Reprodução

Com o título “Depressão cívica”, eis artigo de Gonzaga Mota, economista, professor aposentado da Universidade Federal do Ceará e ex-governador do Estado. “O avanço científico e tecnológico beneficiou apenas determinados segmentos da humanidade, não permitindo a redução do número de pessoas excluídas e oprimidas. Falta solidariedade”, expõe o articulista..

Confira:

No momento atual, fatores como corrupção, fisiologismo e a busca do poder pelo poder, não respeitando os princípios éticos; a ambição; a globalização perversa; os estelionatos eleitorais e administrativos motivados por alguns mecanismos de marketing e da falsa mídia – dentre outros elementos, estão conduzindo a grande maioria das populações de países ricos, emergentes e pobres para uma crise que abrange aspectos morais, socioeconômicos, de desesperança, de irresponsabilidade, de injustiça, de violência etc, gerando um quadro de depressão cívica.

O avanço científico e tecnológico beneficiou apenas determinados segmentos da humanidade, não permitindo a redução do número de pessoas excluídas e oprimidas. Falta solidariedade. Conforme Santo Tomás de Aquino: “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permite ir além das coisas corpóreas”. Precisamos, sem preconceitos, pensar o futuro. Cremos que a grande crise mundial é consequência do aumento do pragmatismo tático e da redução das correntes de pensamento filosófico.

Todavia, não obstante as diferenças culturais dos povos, existem características básicas que devem ser comuns: a justiça, a honestidade, a perspectiva de mobilidade social e a soberania popular evidenciada por convicções democráticas e não por forças autoritárias; bem como, a busca permanente da paz.

Como disse o grande poeta, brasileiro do Nordeste, Manuel Bandeira: “Ah! Como dói viver quando falta a esperança”.

Que Deus nos ajude.

*Gonzaga Mota

Economista, professor aposentado da UFC e ex-governador do Ceará.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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