Dia Mundial do Cuscuz é comemorado em março… hummmm!

Cuscuz de peitinho é muito prático. Foto: Reprodução

Uma outra celebração bem típica do nordestino ocorreu no dia 19 de março, alusivo a São José. Na data, celebrou-se também o Dia Mundial do Cuscuz, prato típico que vem transcendendo a tradição regional para se tornar cada vez mais versátil, prático e presente no repertório culinário de todo o Brasil.

Uma pesquisa exclusiva feita pela área de CRM&Social Listening da MBRF – empresa responsável por marcas como Deline, que possui atuação exclusivamente no Norte e Nordeste, constatou esse avanço. Para a elaboração do estudo inédito, foi realizada uma análise qualitativa de conteúdos sobre cuscuz em mecanismos de buscas e mídias sociais entre janeiro de 2025 e março.

“O cuscuz é um prato que carrega um forte viés afetivo e simbólico e, atualmente, vem ganhando cada vez mais espaço no cotidiano dos brasileiros. Além de uma tradição, o prato se tornou uma solução simples e personalizável para o dia a dia, reunindo identificação cultural, apelo visual e fácil adaptação à rotina, desde às receitas mais simples até as mais sofisticadas”, explica Marina Secaf, gerente executiva de marketing de Spreads da MBRF.

Preferência

O levantamento aponta que “cuscuz nordestino” mobiliza um volume expressivo de pesquisas online, com 36,6 mil menções ao termo em ferramentas como Google e Bing. A intenção de preparo é um tema dominante, com 7,1 mil buscas por termos como “receita” e “como fazer”. As pesquisas, inclusive, não se limitam às elaborações tradicionais. Há amplo interesse em opções de preparo no micro-ondas, sem cuscuzeira, além de dúvidas sobre impacto calórico, demonstrando que simplicidade e saudabilidade são prioridades para consumidores atualmente.

Além disso, 1,8 mil das pesquisas estão frequentemente associadas a termos como “recheado” e “temperado”, indicando um desejo por elevação do prato tradicional com receitas mais criativas e personalizadas.

Plataformas

Quando a análise migra para as plataformas de Inteligência Artificial, como Gemini e ChatGPT, o foco é qualidade e conveniência. As ferramentas se tornam mecanismos de curadoria, onde o usuário procura recomendações, principalmente relacionadas a kits prontos e produtos congelados, melhores marcas, opções de delivery e restaurantes, acompanhamentos e cuscuzeiras.

O interesse do consumidor não envolve apenas o ingrediente base, englobando fortemente o sabor final da receita.

Mídias sociais

Já nas mídias sociais, especialmente em plataformas de vídeo como TikTok e YouTube, o cuscuz se transforma em entretenimento, conectando-se com padrões de consumo hipervisuais da Geração Z e Millennials. Entre os conteúdos de maior destaque, estão os humorísticos, com 40% das menções. Já as receitas rápidas e práticas, conhecidas como “hacks”, representam 35% das citações, com opções de cuscuz feitas no micro-ondas e em canecas. Em terceiro lugar, estão os conteúdos de “food porn” (25%), voltados para a indulgência visual. A imagem da margarina derretendo sobre o cuscuz quente, por exemplo, atua como um poderoso gatilho de desejo e ASMR. Representações de situações reais, onde o foco está na rotina, estilo de vida, textura e estética do prato finalizado, geram mais engajamento que tutoriais didáticos.

DETALHE – Desde 2020, o cuscuz é considerando um Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco.

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