“Eleições 2026: Caucaia reza a deus em ritual satânico ou faz pacto com o diabo em igreja?” – Por Nicolau Araújo

Nicolau Araújo é jornalista

“Assim como prefeito e vereadores tratam a população como um segmento despolitizado e bestializado, a mesma prática é feita fora de Caucaia. Mas, cai no golpe quem quer”, aponta o jornalista Nicolau Araújo

Confira:

O município de Caucaia possui um comportamento a ser estudado como um elo entre o mundo atual e o medieval. Mesmo com uma área quatro vezes maior que Fortaleza e com uma interatividade com a capital cearense, principalmente por meio da economia e do turismo, quando grande parte dos trabalhadores do Centro de Fortaleza é residente em Caucaia, enquanto Cumbuco e Icaraí são atrativos na alta estação fortalezense, o maior município da Região Metropolitana busca se passar como cidadezinha do interior do Estado na tentativa de manter invisível as atrocidades contra a sua própria gente.

Na Câmara Municipal, é cada qual por si. Interesses pessoais sobrepõem-se ao coletivo. Parentes dos parlamentares exercem cargos comissionados na Prefeitura, além de suas empresas prestarem serviços ao Executivo Municipal. Ambos os casos são proibidos por lei.

A coisa só é pior na Prefeitura, quando o nepotismo é comum e ações estaduais e federais são indevidamente apropriadas no discurso da gestão municipal, enquanto as políticas públicas que caberiam ao Executivo são esvaziadas ou encerradas.

Assim como prefeito e vereadores tratam a população como um segmento despolitizado e bestializado, a mesma prática é feita fora de Caucaia. Mas, cai no golpe quem quer.

A trama agora acontece nos apoios às pré-campanhas ao Governo do Ceará. De um lado, o prefeito Naumi Amorim (PSD) acena um apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Elmano (PT). Do outro, o líder do prefeito na Câmara, vereador Mersinho Gonçalves e o vice-presidente e condutor de todas as sessões J. Wellington declararam apoio à pré-candidatura Ciro Gomes (PSDB). Mersinho e J. Wellington são do mesmo partido do prefeito.

E o discurso, mais uma vez, busca ensurdecer os incautos. Enquanto J. Wellinton e Mersinho apontam para um prefeito que preza pela democracia, Naumi até aceita ser considerado um prefeito sem liderança, mesmo diante das benesses à Câmara Municipal, desde que não perca o direito de se apropriar de ações dos governos estadual e federal, como se dele fosse a iniciativa.

E nada é tão ruim, que não possa piorar.

O autoproclamado “caçador de petista”, vereador Tancredo dos Santos (PL), mantém um silêncio sepulcral da aproximação do prefeito Naumi com um governador do PT. Coisa que, na gestão anterior, foi motivo de injúria, por parte do ainda não vereador, com direito à queima da bandeira do PT. Óbvio que o parlamentar do PL não ganhou consciência política em tão pouco tempo, mas um cargo comissionado da Prefeitura à sua esposa.

O mesmo acontece com o atual secretário municipal Deuzinho. Mas, nesse caso, vice-prefeito não poderia ser exonerado.

E segue o ritual… ou a reza.

Nicolau Araújo é jornalista pela Universidade Federal do Ceará, especialista em Marketing Político e com passagens pelo O POVO, DN e O Globo, além de assessorias no Senado, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, coordenador na Prefeitura de Maracanaú, coordenador na Câmara Municipal de Fortaleza e consultorias parlamentares. Também acumula títulos no xadrez estudantil, universitário e estadual de Rápido

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