O programa Aprender Conectado, executado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), atingiu nesta semana mais de 99 mil escolas públicas equipadas com internet de qualidade para uso pedagógico.
O marco foi celebrado em Brasília, em solenidade que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Educação, Camilo Santana, e das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
“O importante é que estamos reduzindo desigualdades. No Norte do Brasil só tínhamos 23,6% de escolas conectadas. Agora, passamos para 62,5%. Quase triplicou. Em Marajó, eram só 3,4% das escolas conectadas. Chegamos a 66,8%. Escolas indígenas eram apenas 10,1%, chegamos a 48,3%. Escolas quilombolas, só 34,1%. Chegamos a 72,5%. E escola do campo, 38,4%. Chegamos a 71,3%. Viva a redução das desigualdades educacionais nesse país!”, apontou Camilo Santana.
Já o ministro das Comunicações revelou que o objetivo é universalizar a banda larga em todas as unidades de educação básica no país, com cerca de 138 mil escolas.
“Levar a internet às escolas é levar o mundo inteiro de aprendizado para dentro da sala de aula. Hoje estamos aqui para comemorar que atingimos o marco de mais de 72% das escolas públicas conectadas, impactando mais de 24 milhões de estudantes com mais oportunidade de ensino”, destacou Siqueira Filho.
Qualidade de aprendizado
Para o presidente Lula, o programa Aprender Conectado proporciona ao estudante da escola pública oportunidades e aprendizado de qualidade.
“Que a gente consiga o mais rápido possível chegar a 100% das escolas públicas conectadas para que todos os estudantes tenham a mesma oportunidade de ter as mesmas informações e a mesma qualidade de aprendizado”, comentou.
É o que revelou a aluna do sétimo ano da Escola Municipal São Judas Tadeu, localizada em Manaus, Dayana Teixeira, que contou a Lula que a internet permitiu que ela pudesse aprender coreano com uma professora de línguas que fica em São Paulo.
“Agora eu posso fazer várias coisas. A escola me conecta. Temos jogos educativos, e fica mais prático de aprender”, disse.