Após o caso ocorrido no município de Quixeramobim, no Sertão do Ceará, a 203 quilômetros de Fortaleza, quando uma jovem de 21 anos teve uma mão decepada e a outra mutilada, em uma tentativa de feminicídio, a deputada federal Luizianne Lins (Rede-CE) apresentou proposta para aumento de pena, quando a vítima algum tipo de mutilação.
Pela proposta, a pena do crime é aumentada de um terço até a metade, quando resultar em amputação de membros, mutilação de órgãos ou deformidade permanente e grave à vítima.
Segundo a justificativa do PL de Luizianne, em 2025, o Brasil registrou recorde, com 1.568 mulheres vítimas de feminicídio, média de quatro casos por dia. Estudos indicam que o feminicídio é o ápice de uma série de agressões anteriores.
Ainda no ano passado, cerca de 30% das vítimas de feminicídio já tinham registrado denúncia contra o agressor. Monitoramento de fontes especializadas registraram até 13.870 tentativas de feminicídio no Brasil durante o ano de 2024.