Ferramentas de Controle Inflacionário – Por Fabiano Mapurunga

A inflação é a corrosão do poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. Sua alta gera enormes dificuldades para a economia como: a distorção de preços relativos, a redução dos investimentos, a retração de planejamento de longo prazo, etc. Podemos destacar aqui duas categorias simples de impactos:

– Impacto Real:

é percebido diretamente no boldo do consumidor. Como exemplo, se o preço dos alimentos básicos sofrerem um acréscimo de 10%, mas o salário do trabalhador aumentar apenas 5%, houve aí uma real perda do poder de compra.

– Impacto Nominal:

algumas pessoas não percebem que o seu “aumento de salário” pode ser ilusório. Vejamos o seguinte exemplo: em um cenário econômico com uma inflação de 9% ao ano, receber uma aumento de salário de 5%, significa que o trabalhador perdeu poder de compra com seu salário, mesmo com aumento do mesmo.

Existem alguns mecanismos que podem ser utilizados para manter o controle da inflação. São estes divididos entre Instrumentos fiscais (Política fiscal) e Instrumentos monetários (Política monetária).

Vejamos:

Política Monetária:

– Controle da taxa básica de juros (Selic);
– Controle dos depósitos compulsórios bancários;
– Controle do redesconto bancário;
– Open Market.

Política Tributária:

– Por intermédio desta ação, os governos podem reduzir a dependência de se fazer o financiamento da moeda, fazendo então o ajustamento das finanças pelo corte de gastos e aumento de impostos.

Importante salientar que o controle inflacionário deve ser visto sob a ótica de curto prazo e de longo prazo.

A- CURTO PRAZO

A ferramenta de controle inflacionário de curto prazo mais usual é a política monetária, concentrada nas mãos do Banco Central. Como o governo acaba sendo o dono do dinheiro, cabe a ele a incumbência de tabelas seu preço.
Quando o Banco Central quer expressa seu descontentamento para o mercado sobre o comportamento da remarcação de preços, ele acaba pesando a mão sobre o aumento da taxa básica de juros. Daí se começa um efeito em cascata com o aumento de preço do crédito, forçando o consumidor a consumir menos.
Outro instrumento de controle inflacionário de curto prazo é a redução dos gastos do próprio governo. Inflação elevada, o governo deve gastar menos para não provocar a expansão da demanda.

B – LONGO PRAZO

O melhor remédio para controle inflacionário no longo prazo é a expansão da capacidade produtiva, que gera aumento da oferta de produtos e redução dos preços dos mesmos.

Seguem abaixo os principais indicadores de inflação no Brasil

IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
IGP – M Índice Geral de Preços – Mercado
IGP – DI Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna
INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor
IPC – S Índice de Preços ao Consumidor Semanal
IPC – FIPE Índice de Preços ao Consumidor – FIPE
INCC Índice Nacional da Construção Civil

 

 

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