O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou nessa sexta-feira (31) que desistiu do polêmico plano de vender participações nas principais competições da entidade, após sofrer ampla oposição.
Infantino disse que ficou claro que o projeto havia “criado divisões” e que “já não atendem ao interesse” de seu objetivo original.
O suíço acrescentou: “Como resultado, esta proposta não seguirá adiante”.
Infantino havia oferecido US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões) a cada uma das 211 associações-membro da Fifa caso elas apoiassem uma proposta de investimento privado em seus torneios, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina.
Na quinta-feira (30), as 55 associações-membro do futebol europeu, reunidas na Uefa, votaram a favor de um boicote às Copas do Mundo caso o plano fosse levado adiante.
O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou que a própria administração da entidade havia sido “enganada” sobre o projeto.
Carlos Cordeiro — principal assessor de Infantino para estratégia global e governança — renunciou ao cargo, dizendo que a proposta era “um mau negócio para o futebol” e que iria “hipotecar o futuro do futebol”.
A decisão ocorreu depois que outras duas grandes confederações também se manifestaram contra o plano.
(BBC)