Financiamento do BNB para carcinicultura no Ceará cresce 160%

Eliane Brasil é a superintendente do BNB no Ceará. Foto: Divulgação

As contratações de crédito para carcinicultura no Ceará, ano passado, cresceram 164%, na comparação com o ano anterior. Foram liberados R$ 54,3 milhões em crédito pelo Banco do Nordeste para o cultivo de camarões em cativeiro, no ano passado. Em 2024, o valor foi de um pouco mais de R$ 20 milhões, informa a assessoria de imprensa da Instituição.

Segundo a superintendente do BNB no estado, Eliane Brasil, a atividade vem aumentando os investimentos. “De 2023 para 2024, nós já registramos uma alta de quase 90% na procura por crédito para carcinicultura. E agora nos quatro primeiros meses de 2026, já financiamos R$ 7,7 milhões. Esse valor é 55% maior do que o registrado entre janeiro e abril do ano passado”, afirma.

Aumeto da área preodutiva

De acordo com a superintendente, a alta no crédito está acompanhando o aumento da área produtiva no estado. Eliane Brasil se refere à recente divulgação da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) sobre a área ocupada por empreendimentos de aquicultura (criação de peixes, camarões, ostras e algas, em ambientes controlados). Segundo o órgão, em 2023, havia 14.603 hectares mapeados para essa atividade. No ano seguinte, esse número passou para 15.288 hectares e, atualmente, está em 16.233 hectares.

Em toda área de atuação do Banco, que inclui estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, as contratações para carcinicultura somaram R$ 75,6 milhões. Na comparação com o ano anterior, a alta foi de 110%.

O que financiar

O Banco do Nordeste financia todos os itens necessários ao desenvolvimento da atividade de carcinicultura, como construção, reforma e ampliação de quaisquer benfeitorias e instalações permanentes. Além de máquinas, implementos, equipamentos (inclusive para beneficiamento ou industrialização da produção própria) e veículos.

Outra forma de apoiar a atividade é com suprimento de recursos financeiros destinados ao custeio pecuário e de beneficiamento e industrialização.

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