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“Leasing: de alternativa de financiamento a estratégia de gestão de recursos” – Por Gabriela Monastero

Gabriela Monastero é vice=-presidente de vendas da CHG Meridian no Brasil

Com o título “Leasing: de alternativa de financiamento a estratégia de gestão de recursos”, eis artigo de Gabriela Monastero, vice-presidente de vendas da CHG-Meridian no Brasil. “Apesar de ser uma prática conhecida, ainda existe uma confusão comum entre diferentes modalidades de acesso a ativos. Para compreender o papel atual do leasing, é importante diferenciar três modelos: financiamento, leasing financeiro e leasing operacional”, expõe a articulista.

Confira:

Quando se fala em leasing, muitas pessoas ainda associam o conceito ao financiamento. Essa percepção faz sentido, já que, durante muitos anos, o leasing foi utilizado como uma forma de viabilizar o acesso a veículos, máquinas, equipamentos e outros bens de maior valor sem a necessidade de concentrar todo o desembolso financeiro no momento da aquisição.

No ambiente corporativo, porém, essa lógica vem mudando. A velocidade da inovação tecnológica, a necessidade constante de atualização e a busca por maior eficiência operacional transformaram a forma como as empresas enxergam seus recursos. Hoje, a discussão não envolve apenas como adquirir um equipamento, mas como garantir que ele continue gerando valor ao longo de todo o seu ciclo de utilização. Esse movimento acompanha a evolução do próprio mercado de leasing no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (ABEL), em 2025, o setor de serviços concentrou aproximadamente 51% do volume contratado de arrendamento mercantil no país, seguido por comércio e indústria. A participação desses segmentos mostra que a modalidade tem ganhado relevância, principalmente, em atividades nas quais disponibilidade, produtividade e atualização são fatores importantes para o desempenho dos negócios.

Apesar de ser uma prática conhecida, ainda existe uma confusão comum entre diferentes modalidades de acesso a ativos. Para compreender o papel atual do leasing, é importante diferenciar três modelos: financiamento, leasing financeiro e leasing operacional.

No financiamento tradicional, a lógica é conhecida pela maioria das pessoas. Uma instituição disponibiliza os recursos necessários para a compra de um bem, e o comprador assume a propriedade daquele item. A partir desse momento, também ficam sob sua responsabilidade questões como manutenção, conservação, perda de valor e definição do destino quando o equipamento deixa de atender às suas necessidades.

O leasing financeiro segue uma lógica próxima. Embora seja estruturado como um contrato de arrendamento, normalmente existe a possibilidade ou intenção de aquisição do bem ao final do período contratado. Por isso, a relação permanece bastante ligada à ideia de propriedade, com o usuário assumindo grande parte das responsabilidades relacionadas ao bem.

Já o leasing operacional funciona de maneira diferente. Nesse modelo, o foco deixa de estar necessariamente na aquisição e passa a estar no uso e na gestão do ativo durante o período contratado. Isso permite que a empresa tenha acesso aos equipamentos necessários para sua operação sem que a propriedade seja, necessariamente, o objetivo final da contratação.

Essa diferença representa uma mudança importante de mentalidade. Em vez de perguntar apenas quanto custa comprar determinado equipamento, as organizações passam a avaliar qual é a melhor forma de garantir acesso ao recurso necessário, pelo tempo adequado e com menor exposição aos riscos de obsolescência, desvalorização e substituição.

Essa abordagem ganha ainda mais importância em áreas que dependem de atualização constante, como tecnologia, saúde, indústria. Um computador pode continuar funcionando, mas deixar de atender aos requisitos de segurança e desempenho. Uma máquina industrial pode permanecer em operação, mas perder eficiência diante de novas tecnologias disponíveis. Um equipamento médico pode continuar sendo utilizado, mas não acompanhar os avanços da área. Nesses casos, a propriedade deixa de ser necessariamente o principal objetivo.

O desafio passa a ser garantir que a organização tenha acesso aos recursos adequados no momento certo, com capacidade de atualização e sem carregar equipamentos que já não entregam o valor esperado para a operação. Outro aspecto relevante está relacionado ao destino dos equipamentos após o fim de sua utilização. Em modelos baseados exclusivamente na compra, essa etapa costuma ser uma responsabilidade futura do proprietário.

No leasing operacional, o ciclo de utilização é planejado desde o início, é possível estruturar de forma mais eficiente processos de retorno, reaproveitamento, recondicionamento, revenda ou reciclagem dos ativos. permitindo processos mais estruturados de retorno, reaproveitamento, recondicionamento ou reciclagem.

Essa visão também contribui para uma economia mais circular, ao ampliar o aproveitamento de recursos que ainda possuem valor e reduzir o descarte prematuro de equipamentos. A gestão adequada do ciclo de vida deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a fazer parte das decisões estratégicas das empresas, especialmente em operações que lidam com grandes volumes de ativos.

A evolução do leasing operacional representa uma transformação mais ampla na forma como organizações pensam seus recursos. Durante muito tempo, possuir bens era visto como sinônimo de controle e segurança. Hoje, em um ambiente marcado por mudanças rápidas, o diferencial está na capacidade de acessar, utilizar e substituir recursos de maneira eficiente.

Mais do que uma alternativa para viabilizar investimentos, o leasing operacional passa a ser uma ferramenta estratégica para empresas que precisam equilibrar acesso à tecnologia, eficiência operacional, flexibilidade e gestão do ciclo de vida dos ativos.

O futuro da gestão empresarial não será definido apenas pela quantidade de bens acumulados, mas pela capacidade de extrair o máximo valor dos recursos que sustentam a operação. Neste contexto, o leasing operacional deixa de ser apenas uma alternativa de financiamento e passa a ocupar um papel estratégico na forma como as empresas planejam, utilizam e renovam seus ativos.

*Gabriela Monastero

Vice-presidente de vendas da CHG-MERIDIAN no Brasil.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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