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“Maio marca resistência, luta por direitos e compromisso ético das e dos assistentes sociais” – Por Danielle Vidal

Daniele Vidal é assistente social.

Com o título “Maio marca resistência, luta por direitos e compromisso ético das e dos assistentes sociais”, eis artigo de Danielle Vidal, diretora do Sindifort, da Intersindical-CE e assistente social da Prefeitura de Fortaleza. “Cotidianamente, assistentes sociais atuam diante das expressões mais perversas da questão social: fome, desemprego, violência, insegurança habitacional, violações de direitos, ausência de acesso à saúde, à educação, à renda e à proteção social”, expõe a articulista.

Confira:

O Dia da(o) Assistente Social, celebrado em 15 de maio, marca muito mais do que uma data comemorativa. Neste mês celebramos uma profissão inscrita na história do Brasil há mais de 80 anos, construída no chão das contradições sociais e na luta em defesa da classe trabalhadora, dos direitos sociais e da dignidade humana.

Ao longo de seus mais de 80 anos de história, o Serviço Social brasileiro construiu uma trajetória marcada pela capacidade crítica de transformação e renovação profissional.

A categoria avançou no enfrentamento das bases conservadoras que marcaram sua origem e superou perspectivas tecnicistas que, durante determinado período histórico, limitaram a compreensão crítica da realidade social. Fortalecido pelas lutas democráticas e pelo processo de redemocratização do país, especialmente no enfrentamento à ditadura e ao autoritarismo, o Serviço Social redefiniu seus rumos e consolidou um posicionamento comprometido com os interesses da classe trabalhadora.

Nesse processo histórico, a profissão construiu coletivamente seu Projeto Ético-Político, expresso em um Código de Ética fundamentado na defesa da liberdade, da democracia, da justiça social e da emancipação humana. São princípios construídos nas lutas sociais e permanentemente reafirmados no cotidiano profissional, orientando a atuação de assistentes sociais na perspectiva de uma sociedade sem exploração, opressão e dominação de classe.

Hoje, mais do que nunca, esses princípios precisam ser reafirmados.

Vivemos uma conjuntura marcada pelo desmonte das políticas públicas, pela retirada de direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora e pela intensificação das desigualdades sociais. O avanço das políticas neoliberais, o imperialismo, os ajustes estruturais do Estado e a precarização das relações de trabalho impactam diretamente a vida da população usuária das políticas sociais — e também as condições de trabalho das(os) assistentes sociais.

O exercício profissional não se desenvolve de forma neutra em uma sociedade de classes. Cotidianamente, assistentes sociais atuam diante das expressões mais perversas da questão social: fome, desemprego, violência, insegurança habitacional, violações de direitos, ausência de acesso à saúde, à educação, à renda e à proteção social.

Na política de saúde, por exemplo, o Serviço Social desempenha papel fundamental na garantia de direitos e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde — Sistema Único de Saúde. Assistentes sociais atuam em equipes multiprofissionais, promovendo acolhimento, escuta qualificada, orientação social, articulação de redes de proteção e viabilização do acesso da população aos serviços de saúde. A profissão é reconhecida como integrante da área da saúde, justamente por compreender que o processo saúde-doença é atravessado pelas condições concretas de vida da população.

Da mesma forma, na política de Assistência Social, o trabalho profissional evidencia que as demandas apresentadas pelos sujeitos possuem uma mesma raiz estrutural e histórica: a desigualdade de classe. A ausência ou precariedade de direitos como emprego, moradia, educação, saúde, transporte e renda expressa diretamente as múltiplas faces da questão social enfrentadas diariamente pela população usuária.

*Danielle Vidal

Diretora do Sindifort, da Intersindical CE e assistente social da Prefeitura de Fortaleza.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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