Após sequestrar em uma operação militar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores, na madrugada do último sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora mira a Colômbia e o México.
Na noite desse domingo (4), Trump respondeu a uma pergunta sobre novos ataques a países americanos, ao apontar que uma operação militar na Colômbia “soa bem”.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”, disse.
Trump também pregou aviso sobre o México: “país precisa se organizar”.
Imperador das Américas
De modo equivocado, Trump tem sido comparado ao ex-presidente James Monroe (1958 – 1831), que adotou a Doutrina Monroe, quando defendia o lema “América para os americanos”, mas voltado a uma política contra a colonização europeia nas Américas.
Na verdade, o presidente norte-americano mostra um perfil mais parecido a Solano López (1827 – 1870), presidente paraguaio que vislumbrou o título de “imperador das Américas”. Ele foi morto na Batalha de Cerro Corá, quando enfrentou dois mil soldados brasileiros com uma tropa de menos de 500 homens, mulheres e crianças famintos e doentes. O filho adolescente de Solano, de apenas 15 anos, enfrentou os soldados brasileiros com uma faca, ao ser morto a tiros.
(Blogdoeliomar com Agências)
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2000 contra 500?
Enfrentou com uma faca?
Coiote e papa-léguas também estavam na guerra?
Sim, caro Paulo Marcelo. As tropas de Solano estavam em fuga, após a Batalha de Campo Grande. Soldados doentes e famintos. Não havia mais munições. A Batalha de Cerro Corá nem deveria constar como confronto, pois foi um massacre. Até hoje é criticada pelos paraguaios, diante de tamanha desvantagem. Não houve proposta de rendição. Sim, o filho de Solano, Juan Francisco, tinha apenas 15 anos e sua única arma era uma faca. Morreu a tiro.